Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Besouros-tigre alternam corridas e pausas para seguir a presa

A velocidade faz o inseto perder temporariamente a precisão visual, enquanto as antenas ajudam a detectar obstáculos durante a perseguição.

Besouros-tigre podem interromper a perseguição de uma presa porque correm mais rápido do que conseguem atualizar com precisão a imagem do alvo. O inseto dispara, perde temporariamente a referência visual, para e volta a localizar a presa antes de iniciar outra arrancada.

A chamada “cegueira” durante a corrida não significa que os olhos deixem de funcionar nem que o animal sofra necessariamente uma lesão. O problema está na diferença entre a velocidade do deslocamento e a capacidade de acompanhar as mudanças na posição da presa. Como a imagem se altera rapidamente, parte da informação visual se perde durante o movimento.

Pausas ajudam a retomar a direção

Ao parar, o besouro consegue recuperar a referência do alvo e ajustar o trajeto. A caçada, portanto, combina corridas rápidas com intervalos curtos de orientação, em vez de um deslocamento contínuo com visão estável da presa.

A estratégia também mostra que a velocidade não é suficiente para capturar o alimento. O predador precisa manter a direção correta e usar diferentes sentidos para lidar com o terreno e os obstáculos.

Pesquisadores da Universidade Cornell, Daniel Zurek e Cole Gilbert, investigaram o papel das antenas em um trabalho divulgado em 2014. Os insetos mantinham essas estruturas em uma posição que permitia identificar obstáculos à frente durante a corrida.

Antenas complementam a visão

A equipe comparou o deslocamento dos besouros diante de pequenos obstáculos em condições que modificavam as informações disponíveis. Os resultados indicaram que as antenas forneciam pistas mecânicas importantes. Quando a visão perdia eficiência, o contato com o ambiente ajudava o animal a continuar avançando sem depender apenas dos olhos.

As antenas também podem tocar um obstáculo e transmitir informações usadas para ajustar o movimento. Essa função é diferente de formar uma imagem detalhada da presa, mas contribui para atravessar superfícies irregulares. Localizar o alimento, persegui-lo e evitar colisões são tarefas distribuídas entre diferentes sentidos.

O comportamento não deve ser atribuído a todos os besouros. Besouros-tigre formam um grupo de predadores com características próprias, e a velocidade e os padrões de movimento variam entre as espécies. Nesse caso, a pausa faz parte de uma combinação entre corrida rápida, recuperação da referência visual e uso das antenas para orientação.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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