Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Bagre elétrico africano produz descargas de até 350 volts

Com aparência de bagre, o animal usa um órgão formado por tecido muscular modificado para gerar eletricidade.

O bagre elétrico africano pode produzir descargas de até aproximadamente 350 volts, embora sua aparência lembre a de um bagre comum. O animal tem corpo arredondado e barbilhões próximos à boca, sem o formato alongado associado aos poraquês, conhecidos popularmente como enguias elétricas.

O nome é usado para peixes da família Malapteruridae, incluindo a espécie Malapterurus electricus, encontrada em águas doces africanas. De acordo com a Animal Diversity Web, da Universidade de Michigan, o órgão elétrico ocupa grande parte do corpo e se desenvolveu a partir de tecido muscular modificado.

A eletricidade é produzida por células especializadas chamadas eletrócitos. Elas criam pequenas diferenças de potencial que, quando ativadas de maneira coordenada, se somam e geram a descarga. O sistema depende da organização dessas células e do comando nervoso responsável por sincronizar sua atividade.

O peixe não permanece emitindo eletricidade de forma contínua. As descargas ocorrem em situações específicas e podem ser usadas para capturar alimento, reagir a ameaças e interagir com o ambiente. O animal também é territorial, e seu comportamento varia conforme a situação e o tipo de intruso.

A Animal Diversity Web registra uma descarga de até aproximadamente 350 volts em um exemplar com cinquenta centímetros. Esse valor não representa uma medida fixa para todos os bagres elétricos, porque o resultado pode variar conforme o tamanho, a espécie e as condições do registro.

A intensidade de uma descarga não deve ser avaliada apenas pela voltagem. O efeito também depende da corrente, da duração e do caminho percorrido. Por isso, a aparência do peixe não deve ser usada como indicação de que ele possa ser tocado.

Bagres elétricos e poraquês pertencem a grupos diferentes. A capacidade de produzir descargas fortes surgiu de forma independente nessas linhagens, um exemplo de evolução convergente. Apesar do nome popular, os poraquês não são enguias verdadeiras. Já o bagre elétrico conserva uma aparência que não costuma ser associada à eletricidade.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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