Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Como golfinhos e aves descansam sem perder a vigilância

O sono uni-hemisférico permite que uma metade do cérebro descanse enquanto a outra coordena funções essenciais.

Como golfinhos e aves descansam sem perder a vigilância

Golfinhos e algumas aves conseguem dormir com apenas um hemisfério cerebral por vez. Enquanto uma metade apresenta ondas lentas associadas ao sono, a outra permanece mais ativa. Depois, os lados alternam as funções, distribuindo o descanso ao longo do período.

Esse mecanismo é chamado de sono uni-hemisférico de ondas lentas. Ele combina repouso com atividades que não podem ser interrompidas, como respirar, acompanhar o grupo, nadar ou observar possíveis predadores. O fenômeno é identificado por registros de eletroencefalograma, e não apenas pela postura do animal ou por seu comportamento aparente.

Respiração e vigilância na água

Golfinhos respiram ar e precisam chegar regularmente à superfície. Como esse processo exige maior controle voluntário do que nos humanos, a vigilância parcial ajuda a coordenar a subida, a abertura do espiráculo e o retorno à água. O mecanismo também permite manter contato com outros animais e ajustar a natação durante o descanso.

O olho associado principalmente ao hemisfério mais desperto costuma permanecer aberto, enquanto o outro pode fechar. Essa relação ajuda no monitoramento do ambiente, mas não é uma regra visual perfeita. Por isso, observar um golfinho na superfície não permite identificar com precisão qual parte do cérebro está dormindo.

Os animais podem continuar em movimento lento ou permanecer perto da superfície, sem que isso signifique ausência de sono. Após algum tempo, ocorre a alternância entre os hemisférios. O padrão varia conforme a espécie, a idade e a situação. Mães e filhotes recém-nascidos podem permanecer muito ativos nos primeiros períodos de vida, enquanto grupos em deslocamento organizam o descanso de forma diferente de animais em ambiente protegido.

O mecanismo entre as aves

Nas aves, o sono uni-hemisférico pode ajudar a vigiar a borda de um grupo, manter um olho voltado para uma ameaça, alternar o lado vigilante conforme muda a posição no ambiente e conciliar descanso com deslocamentos prolongados em algumas espécies.

Há evidências de sono durante o voo em aves capazes de permanecer muitos dias no ar, como fragatas. Registros identificaram períodos breves de sono uni-hemisférico e também momentos de descanso dos dois hemisférios. Isso não significa que toda ave migratória durma da mesma maneira ou que o repouso em voo seja longo e irrestrito.

Experimentos com patos mostraram que os indivíduos na extremidade do grupo mantêm o olho voltado para fora aberto com maior frequência. O hemisfério oposto fica mais vigilante, ajudando a detectar perigos. Assim, a posição no grupo e no espaço influencia a forma do descanso.

Por que humanos não reproduzem a estratégia

O cérebro humano pode apresentar assimetrias locais e ficar mais atento em ambientes desconhecidos, mas normalmente inicia o sono com os dois hemisférios seguindo estágios coordenados. Não existe técnica segura para colocar voluntariamente metade do cérebro para dormir enquanto a outra permanece produtiva.

O sono uni-hemisférico resolve necessidades específicas da vida aquática ou aérea. A aparência de vigília pode esconder atividade cerebral de sono: uma metade descansa, a outra monitora o ambiente, e a alternância preserva uma necessidade biológica fundamental sem interromper completamente funções essenciais.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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