Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Curiosidade e aprendizado aparecem ligados à satisfação, diz Arthur Brooks

Professor de Harvard afirma que continuar aprendendo por curiosidade pode manter o interesse e a novidade na rotina.

Curiosidade e aprendizado aparecem ligados à satisfação, diz Arthur Brooks

Arthur C. Brooks, professor de Harvard que pesquisa felicidade e bem-estar, relaciona a satisfação com a vida à disposição de continuar aprendendo. Para ele, esse processo não depende de obrigação, produtividade ou busca por títulos, mas da curiosidade diante de assuntos e experiências novas.

Em vídeo publicado em sua conta no Instagram, Brooks afirmou: “As pessoas mais felizes são aquelas que nunca param de aprender”. Na mesma formulação, explicou que esse aprendizado ocorre não por obrigação, mas por curiosidade.

A proposta não é estudar continuamente em ambientes formais, fazer provas ou iniciar uma nova graduação. O aprendizado pode aparecer em atividades como ler sobre um tema de interesse, desenvolver uma habilidade manual ou artística, ouvir um podcast sobre um assunto desconhecido e visitar lugares novos observando sua história. Também pode envolver estudar um idioma sem transformar a atividade em cobrança ou aprofundar um hobby.

O papel da curiosidade

Segundo Brooks, a curiosidade desperta o interesse. Quando algo chama a atenção e leva a pessoa a querer compreender melhor determinado assunto, há uma ruptura com a rotina. Esse movimento pode trazer entusiasmo, sensação de descoberta e maior envolvimento com o cotidiano.

A diferença está na motivação. Aprender por exigência pode ser cansativo, enquanto a busca motivada pelo interesse transforma o próprio processo em parte da recompensa. Para Brooks, manter essa abertura ajuda a criar momentos de novidade quando os dias começam a se repetir.

O aprendizado, porém, não deve ser confundido com o simples consumo de informação. É preciso atenção e envolvimento real, que podem surgir ao praticar uma habilidade, fazer perguntas, conversar com alguém que entende do assunto ou experimentar algo novo.

A curiosidade também não depende de uma fase específica da vida ou de desempenho acadêmico. Ela pode continuar presente aos 40, 60, 80 anos ou mais, em atividades como aprender uma receita, cuidar de plantas, conhecer melhor a história de uma cidade, descobrir uma música ou usar uma ferramenta nova.

A ideia não é que estudar, por si só, produza felicidade. O bem-estar depende de vários fatores, como relações pessoais, saúde, condições materiais, propósito e circunstâncias individuais. Para Brooks, continuar aprendendo é uma possibilidade dentro desse conjunto: uma maneira de preservar o interesse e encontrar novas perguntas no cotidiano.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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