Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Filme sobre Bolsonaro gastou mais de R$ 800 mil com hotel e segurança

Documentos entregues à Polícia Federal detalham despesas da produtora GoUp Entertainment durante as gravações em São Paulo.

'Dark Horse' gastou mais de R$ 800 mil em segurança, hospedagem e peruca de ator de Bolsonaro
Foto: Reprodução

A produtora do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro (PL), gastou mais de R$ 800 mil com hospedagem, segurança e itens de caracterização do ator Jim Caviezel durante as gravações em São Paulo. As despesas aparecem em notas fiscais e comprovantes bancários entregues pela GoUp Entertainment à Polícia Federal (PF), que investiga se a obra recebeu recursos do Banco Master.

O ministro André Mendonça, relator do caso, retirou o sigilo dos autos na noite de 11. Os documentos mostram que Caviezel, seus assessores e um segurança ficaram hospedados no hotel Unique, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na zona sul da capital.

As diárias somaram R$ 732 mil. O valor inclui a hospedagem do ator, dos agentes Nathon Lewis e Richard Dobrich e do segurança particular Keith Billiot. O pagamento foi dividido em oito transferências.

A produtora também apresentou notas de R$ 82 mil referentes à VSG Serviços, empresa responsável pela escolta de Caviezel. Outros gastos incluem R$ 10 mil pela peruca usada pelo ator e R$ 3 mil em apliques de cabelo para a atriz que interpreta Michelle.

Transferência ao hotel

Entre os comprovantes há uma transferência de R$ 298 mil ao hotel Unique, feita em 30 de dezembro de 2025, com a descrição "Hospedagem + gorjetas e massagens Jim". Não foi localizada a nota fiscal correspondente. Os contratos dos atores estrangeiros não estavam entre os documentos apresentados.

A GoUp Entertainment recebeu ao menos US$ 12,3 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro para produzir o filme, o equivalente a cerca de R$ 64 milhões. Os repasses passaram pela Entre Investimentos e foram destinados ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado nos Estados Unidos e controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

Documentos analisados pela PF indicam que os produtores projetavam arrecadação de US$ 45 milhões, equivalente a R$ 230 milhões. No cenário mais otimista, a previsão de receita chegava a R$ 358 milhões.

A GoUp também é investigada por suspeitas relacionadas ao uso de recursos públicos na produção. Uma apuração envolve um contrato de R$ 108 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), representado por Karina Gama, dona da GoUp. Outra trata de emendas parlamentares que teriam sido destinadas à entidade e chegado à produtora.

Desde 10, os dois procedimentos tramitam com o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, que determinou o cumprimento de 49 mandados de busca e apreensão contra os investigados.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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