MANAUS — O Amazonas teve a menor média entre os estados brasileiros no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024, com 505,3 pontos. O dado aparece no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O estado ficou na 27ª posição entre os 27 estados. Também apresentou o pior resultado da região Norte. Roraima alcançou 525,4 pontos; Rondônia, 523,8; Tocantins, 520,8; Acre, 516,9; Amapá, 514,3; e Pará, 511,7. São Paulo liderou a lista, com 565,8 pontos, seguido por Santa Catarina, com 565,2, e pelo Distrito Federal, com 565,1.
Durante uma entrevista realizada nesta segunda-feira (14), David Almeida (Avante), candidato ao Governo do Amazonas e ex-prefeito de Manaus, responsabilizou as administrações de Wilson Lima (UB) e Roberto Cidade (UB) pelo resultado. Cidade é o atual governador e candidato à reeleição; Lima ocupou anteriormente o cargo.
Almeida afirmou que o estado recebeu “a pior educação da história para a população do estado do Amazonas” e declarou: “Infelizmente, o Amazonas é o pior do Brasil”. O candidato comparou o desempenho estadual ao período em que administrou a Prefeitura de Manaus. Segundo ele, a capital alcançou a melhor educação entre as grandes cidades brasileiras, além de ter ampliado vagas em creches e reformado unidades de ensino.
Caso seja eleito governador, Almeida disse que pretende adotar outra direção na área. “Se Manaus pode ter a melhor educação dentre as grandes cidades do Brasil, o Amazonas vai ter a melhor educação”, afirmou.
Transparência e operações
Na mesma entrevista, o candidato também questionou a gestão estadual nas áreas de transparência e combate à corrupção. Ele disse que a administração municipal sob seu comando ficou em terceiro lugar em um índice de transparência e afirmou não ter contratos questionados nem operações da Polícia Federal ou do GAECO relacionadas à lisura de sua gestão.
Almeida ainda declarou que Roberto Cidade e Wilson Lima foram relacionados a 13 operações da Polícia Federal. Ao final, classificou sua atuação como prefeito como a de um gestor trabalhador e ficha limpa.








