O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e a Reserva Biológica do Atol das Rocas formam um conjunto marinho com mais de 43 mil hectares no Atlântico Sul. As duas unidades protegem águas oceânicas produtivas, piscinas formadas pela maré e habitats usados por diferentes espécies.
Em 2001, o conjunto recebeu da Unesco o título de Patrimônio Natural Mundial. O reconhecimento considera a proporção de águas costeiras insulares protegidas e estabelece compromissos de preservação, monitoramento científico e aplicação de normas ambientais.
Golfinhos e piscinas de maré
Na Baía dos Golfinhos, localizada no arquipélago principal, uma população residente de golfinhos utiliza enseadas protegidas para descansar durante a manhã, depois de períodos noturnos de alimentação no oceano. As águas também favorecem a socialização, o acasalamento e o cuidado dos filhotes.
No Atol das Rocas, a vazante forma lagoas rasas e piscinas cristalinas sobre estruturas calcárias. Esses ambientes isolam temporariamente pequenos peixes, crustáceos e moluscos, que encontram abrigo contra correntes fortes. A barreira recifal também transforma a reserva em área de desenvolvimento para espécies oceânicas vulneráveis.
Área de alimentação e desenvolvimento
As correntes marítimas transportam nutrientes pelas ilhas e tornam a região uma área de alimentação. Tartarugas marinhas usam essas águas para se alimentar e as praias protegidas para a postura de ovos. Tubarões costeiros aproveitam enseadas rasas para o desenvolvimento dos juvenis.
Cetáceos migratórios e cardumes de peixes também dependem da produtividade das águas. Aves marinhas tropicais nidificam em colônias insulares isoladas.
A governança integrada das duas unidades busca impedir que o ecoturismo e as atividades marítimas comprometam o equilíbrio biológico. O reconhecimento internacional também reforça a proteção contra a pesca predatória e a poluição costeira.







