Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Fotos antigas ajudam a contestar cobrança por pintura após entrega de imóvel

Após a vistoria final, locatária separou fotos, mensagens e documentos para diferenciar danos próprios de marcas já existentes.

Fotos antigas ajudam a contestar cobrança por pintura após entrega de imóvel

Renata entregou as chaves do apartamento após três anos de ocupação. O imóvel estava vazio e limpo, mas recebeu, uma semana depois, uma vistoria final com cobrança de pintura completa. O documento apontava duas manchas em uma parede, sinais perto da janela, marcas de móveis e diferenças de tonalidade onde havia quadros.

A locatária reconhecia que tinha feito furos em uma parede, mas contestava a cobrança conjunta por todos os reparos. Ao revisar fotos armazenadas em um celular antigo, encontrou uma imagem feita no dia em que recebeu as chaves. Nela, a janela e parte da área escurecida apareciam em posição semelhante à registrada na vistoria de saída.

Comparação entre as vistorias

A vistoria de entrada descrevia as paredes como estando em “bom estado” e trazia uma observação genérica sobre marcas de uso na sala. Não havia imagens de cada superfície nem uma planta que delimitasse a anotação. Renata também recuperou mensagens enviadas na primeira semana sobre uma sombra de umidade perto da janela, acompanhadas de fotos.

A vistoria final tinha registros mais próximos das paredes. Para organizar a contestação, Renata separou as imagens por cômodo e indicou quais correspondências eram fortes, prováveis ou não podiam ser comprovadas. Ela evitou afirmar que todas as marcas eram antigas e enviou também a foto dos furos que realmente havia feito.

A imobiliária respondeu que a mancha poderia ter aumentado durante a ocupação e que o imóvel deveria ser devolvido conforme a vistoria de entrada. O orçamento, porém, apresentava um preço único para preparar e pintar todo o apartamento, sem distinguir a parede furada da faixa próxima à janela.

Renata pediu duas propostas: uma para reparos localizados e outra para o serviço integral, com a justificativa técnica de cada alternativa. Também solicitou que fossem considerados o desgaste esperado após três anos de uso e os itens efetivamente atribuíveis a ela.

Revisão dos custos e da caução

Em uma visita conjunta, Renata e uma representante da imobiliária analisaram as duas vistorias. Separaram o que já aparecia na entrada, o que havia surgido depois e o que permanecia incerto. A parede da janela passou a ser avaliada quanto à origem da umidade; os furos foram incluídos no orçamento da locatária. Para o corredor, as imagens não permitiam uma conclusão segura.

A nova planilha veio com os custos separados. A cobrança pela janela foi retirada enquanto a origem da marca seria avaliada pelo proprietário. As partes acordaram descontar da caução o reparo dos furos e um retoque em área que não aparecia danificada na entrada. Renata recebeu o saldo depois de conferir os itens por escrito.

Ela preservou as fotos originais com metadados, além de manter vistoria, e-mails e imagens em ordem cronológica. A comparação não estabeleceu que todas as marcas eram antigas, mas permitiu discutir cada área separadamente, sem tratar a pintura como um único problema.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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