Lagartas do gênero Lonomia podem ficar agrupadas sobre troncos e se confundir com a casca e os líquens. A camuflagem torna difícil perceber os animais antes de apoiar a mão ou recolher um galho, aumentando o risco de contato acidental.
O perigo está nas cerdas ramificadas do corpo, chamadas escolos. Quando se rompem ou pressionam a pele, elas liberam substâncias que podem alterar a coagulação. Algumas espécies, especialmente a Lonomia obliqua, estão associadas a distúrbios graves desse processo.
A exposição pode provocar dor e ardor no local. Depois, podem surgir manchas roxas, sangramentos e outros sintomas. A intensidade varia, e a aparência da lagarta não permite prever como o quadro vai evoluir. Não é necessário que o animal morda ou salte para haver risco.
O que fazer após o contato
A pessoa deve se afastar sem manipular a lagarta, lavar a área com água e sabão e procurar orientação médica ou um centro de informação toxicológica. No Brasil, há soro antilonômico para os casos indicados, mas a decisão sobre o uso cabe à equipe de saúde.
Não faça torniquete nem aplique receitas caseiras. Uma foto tirada à distância pode ajudar na identificação, mas tentar capturar o animal cria novo risco.
Para reduzir a possibilidade de acidente, observe troncos antes de tocá-los, use luvas e mangas adequadas ao manusear lenha, folhas e madeira e ensine crianças a não encostar em lagartas. Também é recomendado sacudir roupas e equipamentos guardados em áreas externas.
Se houver um agrupamento em local de circulação, isole a área e acione o serviço ambiental ou de zoonoses. A remoção com as mãos não é segura, mesmo quando protegidas por tecido fino.
A Lonomia não procura pessoas. Suas estruturas são defensivas, e a lagarta faz parte do ciclo de uma mariposa e da cadeia ecológica. Manter distância e buscar atendimento após um contato suspeito são medidas de proteção.







