Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Organograma liga ‘Mário’ à produtora do filme Dark Horse nos Estados Unidos

Documento apreendido no inquérito da Polícia Civil de São Paulo cita um sócio não identificado pelo sobrenome na Go Up nos EUA.

Organograma coloca 'Mário' como sócio de produtora de 'Dark Horse' nos EUA

Um organograma incluído no inquérito da Polícia Civil de São Paulo sobre o caso Dark Horse aponta uma pessoa chamada Mário como sócia da Go Up nos Estados Unidos, produtora do filme sobre Jair Bolsonaro (PL). O documento não informa o sobrenome nem quem o elaborou.

A página foi apreendida durante a Operação Wi-Fi Livre SP, que investiga suspeitas relacionadas a um contrato de mais de R$ 100 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). O instituto é presidido por Karina, também única sócia formal da Go Up Entertainment no Brasil.

No desenho, a inscrição “GOUP BR” aparece conectada à “GOUP USA”. Abaixo da empresa americana, há uma seta para a anotação “sócio Mário”. O material ainda menciona Karina, o ICB, outra organização ligada a ela e a Academia Nacional de Cultura, além de expressões como “contrato social”, “distribuição”, “lucro” e “eleição”.

Os autos classificam a página entre os materiais atribuídos a “local 03”. Uma decisão judicial relaciona o local a um endereço de Karina no Jardim Maracanã, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. A própria página não explica a origem do organograma nem as circunstâncias de sua apreensão.

Relações com o filme e o inquérito

O sócio registrado oficialmente da Go Up nos Estados Unidos é Michael Davis. O deputado federal Mário Frias (PL-SP), por sua vez, escreveu o roteiro de Dark Horse e mantém relações documentadas com Karina e organizações ligadas a ela. Ele também destinou emendas ao ICB e contratou, durante a campanha eleitoral de 2022, outra empresa controlada pela produtora.

Em despacho sobre o fim do sigilo, o ministro Flávio Dino mencionou a hipótese de Frias exercer liderança na “suposta arquitetura criminosa”. A investigação também afirma que o político seria “participante ativo da engrenagem financeira” do filme e teria feito movimentações financeiras incompatíveis com sua capacidade econômica declarada. Frias foi procurado para comentar a investigação, mas não havia respondido.

O inquérito paulista apura um suposto desvio de recursos do contrato de wi-fi firmado com o ICB. O caso também envolve apurações no STF sobre possíveis desvios relacionados a transferências feitas por Daniel Vorcaro para um fundo nos Estados Unidos que supostamente financiaria o filme.

Entre os documentos aparece ainda um recibo de dezembro de 2025 indicando que a Complexys recebeu R$ 7.700 de Mário Luis Frias pelo licenciamento de um sistema de “CRM político”. Subcontratada pelo ICB no contrato de wi-fi, a empresa também prestou serviços ao gabinete do deputado.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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