Colocar papel dentro de um calçado fechado pode ajudar a absorver parte da umidade acumulada após o uso. As fibras do material retiram água do interior e contribuem para que o sapato fique mais seco enquanto permanece parado. O recurso, porém, não substitui a secagem completa.
O papel também pode auxiliar na manutenção do formato de alguns calçados durante a secagem ou enquanto estão guardados. Para isso, deve ser inserido de forma leve, principalmente na região da ponta, apenas até preencher o espaço sem pressionar ou deformar a estrutura.
Relação com o mau cheiro
A umidade e o ambiente fechado favorecem a permanência de odores ligados ao suor, a resíduos e à ação de microrganismos. Ao diminuir parte dessa umidade, o papel pode tornar o interior menos propício ao mau cheiro. Isso não elimina o chulé por si só.
Se o odor continuar, também é preciso limpar o calçado, secá-lo e cuidar das palmilhas, quando elas puderem ser removidas. Deixar o par em local ventilado depois do uso e alternar os calçados ajudam a evitar o acúmulo de umidade.
Cuidados ao aplicar o método
Quando o papel estiver úmido, deve ser retirado e trocado por outro seco. Em calçados muito molhados, essa substituição pode precisar ser feita mais de uma vez. Depois, o par deve ficar em um local ventilado, distante de fontes intensas de calor, que podem danificar alguns materiais e componentes.
O papel-higiênico funciona como apoio temporário, não como forma de armazenar um sapato molhado. A ventilação continua necessária para que o restante da umidade evapore, e guardar o calçado logo no armário pode prolongar o problema.
Em materiais claros ou delicados, a recomendação é usar papel branco e sem impressão para evitar transferência de tinta. Já em calçados de couro, camurça ou outros materiais específicos, as instruções do fabricante devem ser priorizadas. A aplicação deve combinar papel seco, pouca pressão e tempo para o calçado arejar.







