Paraty e Ilha Grande formam um patrimônio misto reconhecido pela Unesco por reunir, no mesmo território, elementos culturais e ambientais. A área preserva construções coloniais, montanhas, praias, ilhas, florestas e ecossistemas costeiros em uma extensão de cerca de cento e cinquenta mil hectares.
O conjunto se estende pelas encostas litorâneas e inclui a Serra da Bocaina, a Baía da Ilha Grande e o núcleo histórico de Paraty. A região também abriga remanescentes contínuos da Mata Atlântica, nascentes, cachoeiras e espécies da fauna silvestre.
História ligada ao Caminho do Ouro
Durante o período colonial brasileiro, caminhos pavimentados atravessavam as encostas para levar minérios das Minas Gerais até o oceano. O movimento comercial contribuiu para o crescimento portuário de Paraty e conectou o interior aos mercados do mundo atlântico.
A herança desse período aparece nos casarões, nas igrejas barrocas e nas ruas com calçamento de pedra. O patrimônio arquitetônico permanece associado à história das rotas que ligavam as áreas mineradoras ao litoral.
Montanhas e biodiversidade
Os picos da Serra da Bocaina superam dois mil metros de altitude. As escarpas funcionam como barreiras geográficas e protegem áreas de Mata Atlântica, além de nascentes, cachoeiras e florestas densas.
A proximidade entre a serra e o mar favorece a formação de microclimas. Nesse ambiente vivem mamíferos ameaçados, anfíbios endêmicos e diversas espécies de aves.
Comunidades tradicionais e turismo
A região costeira é habitada por comunidades caiçaras, aldeias indígenas e núcleos quilombolas. Esses grupos preservam práticas de pesca artesanal, manejo florestal, cultivo agrícola, celebrações religiosas, manifestações folclóricas e técnicas construtivas transmitidas entre gerações.
Na Baía da Ilha Grande, enseadas abrigadas e ilhas oferecem condições para passeios marítimos e mergulho ecológico. O turismo consciente é apresentado como uma atividade que movimenta a economia regional e incentiva a proteção dos ambientes terrestres e marinhos.







