Marina recebeu uma proposta para pagar uma nova quantia antes de ter de volta um Pix enviado por engano. Depois de transferir R$ 680 para uma pessoa desconhecida, ela foi informada de que o dinheiro seria devolvido, mas o destinatário pediu R$ 20 para supostamente liberar a operação.
O pedido surgiu após Marina perceber que o prestador de serviço não havia recebido o pagamento. Ela havia salvo duas chaves com nomes semelhantes no aplicativo: uma pertencia ao profissional que instalara uma prateleira em sua casa; a outra estava associada a um anúncio de uma peça usada que ela não comprara. Na pressa, selecionou o contato antigo, conferiu apenas o primeiro nome e confirmou a transferência sem ler o sobrenome e o banco de destino.
Ao revisar o comprovante, Marina identificou a divergência e procurou o número ligado à chave. O destinatário disse que devolveria o dinheiro no mesmo dia, mas enviou outra chave e pediu R$ 20 como teste, alegando que o banco exigia uma operação anterior. Marina recusou e indicou a função de devolução vinculada ao Pix recebido. Também comunicou o caso ao banco e guardou o comprovante e o horário da transferência.
A conversa ficou parada por quase duas horas. Depois, o destinatário afirmou que não sabia usar a função correta e que recebera de um conhecido a sugestão do teste. Marina explicou onde encontrar a opção no aplicativo, sem enviar os R$ 20.
Naquela tarde, apareceram R$ 600 devolvidos. O destinatário disse ter selecionado o valor parcial por engano e prometeu completar a diferença. No começo da noite, uma segunda devolução vinculada à operação original trouxe os R$ 80 restantes. As duas operações somaram R$ 680.
Marina só considerou a situação encerrada após conferir o saldo. Em seguida, pagou o profissional pela chave correta, verificando nome, sobrenome e instituição antes de confirmar. Ela também passou a remover contatos antigos dos favoritos e a desconfiar de pedidos de novo pagamento para recuperar uma quantia perdida.
O banco não prometeu um cancelamento automático para o erro de escolha. Marina manteve os registros e buscou orientação da instituição, pois o mecanismo especial para fraude ou falha operacional não funciona como garantia para uma transferência confirmada pelo próprio pagador.







