Portões automáticos de garagens coletivas podem atingir veículos durante a passagem quando fecham de forma inesperada. A definição de quem deve arcar com os prejuízos depende da causa do acidente e da existência de falhas no equipamento.
Quando o motorista aciona o controle remoto sem verificar se a passagem está livre, a responsabilidade pode ser atribuída ao condutor que iniciou o fechamento antes da conclusão da manobra. Nesse caso, a imprudência individual é apontada como causa da colisão.
A administração do condomínio pode responder pelos danos quando houver falha mecânica, falta de manutenção preventiva ou defeito nos sensores de presença. A responsabilidade civil também pode ser discutida quando problemas no sistema automático poderiam ter sido evitados com vistorias periódicas e cuidados de conservação.
Documentos para pedir ressarcimento
O proprietário do veículo deve reunir registros que ajudem a demonstrar a relação entre o dano e o funcionamento inadequado do portão. Fotografias do automóvel, orçamentos emitidos por oficinas, imagens das câmeras de segurança e boletim de ocorrência policial podem compor o pedido de reembolso apresentado à administração ou ao seguro.
Também é necessário preservar as imagens do sistema de monitoramento e buscar orçamentos detalhados para os reparos. Esses documentos ajudam a registrar as condições do veículo, o momento do acidente e o valor do prejuízo.
Prevenção
A manutenção periódica dos portões contribui para verificar o funcionamento dos sensores antiesmagamento e identificar possíveis falhas mecânicas. Contratos de conservação e testes regulares nos dispositivos de segurança fazem parte das medidas indicadas para reduzir o risco de acidentes na entrada de veículos.
A orientação também é que os moradores tenham cautela ao acionar os controles e confirmem se a área de passagem está livre antes de iniciar o fechamento. O canal Dr. Condomínios, no YouTube, aborda os pontos relacionados à responsabilidade e à prevenção de ocorrências em garagens coletivas.







