A NASA desenvolveu o processador espacial HPSC, um chip compacto que cabe na palma da mão e foi projetado para aumentar a capacidade de processamento de sondas e outros veículos orbitais. Em testes, o componente apresentou alta velocidade e foi concebido para substituir peças antigas, mantendo o controle térmico da espaçonave.
O processador permite realizar cálculos complexos diretamente na nave. Com isso, instrumentos podem analisar dados sem depender exclusivamente de comandos enviados pelo controle terrestre. A arquitetura também foi desenvolvida para apoiar aplicações de inteligência artificial e aprendizado de máquina, além do processamento de imagens de alta resolução.
Mais autonomia para as naves
A distância entre a Terra e regiões remotas do espaço pode causar atrasos na comunicação. Por isso, a capacidade de tomar decisões localmente é importante para missões que exigem respostas rápidas. Com processamento a bordo, veículos autônomos podem analisar riscos, desviar de obstáculos, recalcular trajetórias e realizar pousos com maior independência dos comandos terrestres.
Entre as aplicações previstas estão o processamento local de dados geológicos e atmosféricos, a navegação em superfícies planetárias desconhecidas e a redução do tempo de resposta diante de perigos imediatos. O chip também administra tarefas simultâneas com consumo de energia controlado e conecta sensores para permitir diagnósticos contínuos.
Proteção contra radiação
Fora da atmosfera terrestre, partículas solares podem danificar componentes comuns de computadores. Para enfrentar esse ambiente, o projeto considera técnicas de blindagem física, tolerância a falhas e mecanismos redundantes capazes de corrigir erros lógicos e recalcular tarefas afetadas.
Esses recursos foram desenvolvidos para preservar o funcionamento dos circuitos durante longos períodos no espaço. A tecnologia pode ser aplicada em missões rumo a luas distantes e asteroides, nas quais a nave precisa planejar rotas e tomar decisões longe do controle terrestre.







