Manaus, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Renan Santos defende reforma do STF e afastamento de dois ministros

Candidato do Missão propõe limitar decisões monocráticas, retirar julgamentos de parlamentares e criar filtro para processos na Corte.

Em meio à crise, Renan retoma proposta de reforma que limite poderes do STF
Foto: Divulgação/Campanha Renan Santos

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, voltou a defender mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF) e reafirmou, nesta quinta-feira (17), a posição favorável ao afastamento dos ministros Alexandre Moraes e Dias Toffoli.

Coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan propôs retirar do STF a competência para julgar deputados e senadores. Também defendeu o fim das decisões monocráticas e a criação de um filtro para a entrada de processos na Corte. Na avaliação dele, as medidas permitiriam concentrar os julgamentos em casos concretos.

O candidato também sugeriu acabar com a possibilidade de escritórios de advocacia ligados a familiares de integrantes do STF. Ele classificou essa prática como “absurdo”. Renan afirmou que o enxugamento do Judiciário reduziria a possibilidade de interferência de grupos privados e órgãos públicos sobre a Corte.

“Isso vai retirar boa parte do poder do STF de fazer negócios e ter poder sobre os demais Poderes”, disse Renan a repórteres durante agenda em Chapecó, em Santa Catarina. Segundo ele, a mudança faria com que o tribunal se concentrasse na função constitucional.

As declarações ocorrem após o aumento das críticas ao STF durante a crise institucional dos últimos dias. O cenário inclui acusações envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Mendonça encaminhou um pedido de investigação contra Moraes por relações com Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master. A atuação de Moraes durante a apuração também passou a ser questionada no Tribunal.

Questionado sobre a possibilidade de ministros participarem de julgamentos relacionados à própria condenação, Renan chamou a situação de “caso muito bizarro”. Para ele, os integrantes da Corte não estão acima da lei, e a participação nesses processos provoca impactos sobre a situação institucional do país.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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