Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Viajar com informação
Brasil

Reserva na África do Sul recupera fauna após décadas de restauração

A Samara Karoo Reserve foi formada a partir de 11 antigas fazendas e recebeu espécies reintroduzidas, como elefantes, rinocerontes e leões.

Reserva na África do Sul recupera fauna após décadas de restauração

Leste da África do Sul — Uma área de cerca de 27.000 hectares formada por antigas fazendas de criação de gado e ovelhas foi transformada em uma reserva natural ao longo de quase três décadas. O projeto começou em 1997, quando Sarah e Mark Tompkins compraram a propriedade Apieskloof, no Great Karoo, com o objetivo de reconstruir um ecossistema capaz de abrigar grandes herbívoros e predadores.

A Samara Karoo Reserve reúne hoje um mosaico de 11 antigas fazendas pecuárias. Antes da chegada dos animais, o trabalho incluiu a retirada de cercas internas, o combate a plantas invasoras e o descanso de áreas degradadas para permitir a recuperação da vegetação. A área havia sido alterada por gerações de pastoreio, uso de cercas e retirada da fauna original.

Reintrodução de grandes animais

A volta da fauna ocorreu em etapas. Primeiro, foram reconstruídas populações de herbívoros como elandes, hartebeests, órix, girafas, zebras e búfalos. Depois, com a recuperação do ambiente e a disponibilidade de alimento, começaram os programas de reintrodução de predadores e outros animais de grande porte.

Em 2004, a gueparda Sibella foi libertada na reserva após passar por um processo de recuperação. Ela foi o primeiro guepardo selvagem a retornar ao Great Karoo em cerca de 130 anos. Sibella sobreviveu, caçou e teve filhotes, indicando que a paisagem restaurada já sustentava um predador de grande porte.

Os rinocerontes-negros foram reintroduzidos em 2013. Em 2017, um grupo familiar de elefantes chegou à reserva, devolvendo à região animais ausentes havia aproximadamente 150 anos. Os leões foram reintroduzidos em 2019, após aproximadamente 180 anos sem ocupar aquela parte do Karoo.

Nem todos os predadores chegaram por meio de solturas. Em 2021, câmeras registraram um leopardo na área. Monitoramentos posteriores indicaram que esses felinos passaram a usar a paisagem por conta própria, ao encontrar condições adequadas.

Recuperação do ecossistema

A proposta incluiu a reconstrução das relações ecológicas, e não apenas o aumento do número de animais. Elefantes modificam a vegetação, herbívoros redistribuem nutrientes e predadores ajudam a controlar populações e comportamentos de presas. Para isso, a família trabalhou com pesquisadores.

A reserva informa que cerca de 70 espécies de mamíferos utilizam seus diferentes ambientes. O local também abriga centenas de espécies de aves e animais como elefantes, rinocerontes, guepardos e leões. O processo combinou recuperação do terreno, reintroduções planejadas e monitoramento contínuo.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5