Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Gatos ajudaram marinheiro escocês a enfrentar ratos durante anos de isolamento

Deixado em uma ilha do arquipélago Juan Fernández, Alexander Selkirk usou gatos selvagens para proteger seu abrigo.

Gatos ajudaram marinheiro escocês a enfrentar ratos durante anos de isolamento

Gatos selvagens ajudaram Alexander Selkirk a manter ratos afastados do abrigo durante os quatro anos e quatro meses em que ele viveu praticamente sozinho em uma ilha remota do Pacífico. O marinheiro escocês foi deixado para trás em 1704 e precisou organizar a própria sobrevivência com recursos limitados.

Selkirk estava a bordo do Cinque Ports, em uma expedição de corsários britânicos, quando entrou em conflito com o capitão Thomas Stradling. Ele desconfiava das condições da embarcação e afirmou que preferia permanecer em uma ilha a continuar no navio. Stradling ordenou que o marinheiro desembarcasse em Más a Tierra, no arquipélago Juan Fernández, na costa do Chile. Selkirk pediu para voltar, mas o navio partiu sem ele. Algum tempo depois, o Cinque Ports naufragou.

Recursos iniciais e adaptação

O marinheiro tinha uma arma com munição e pólvora, além de machado, faca, panela, roupas, roupa de cama, tabaco, uma Bíblia e instrumentos de navegação e matemática. Esses itens foram úteis no começo, mas não seriam suficientes para anos de isolamento.

Ele passou a depender do que encontrava na ilha. Cabras selvagens, descendentes de animais deixados por navegadores anteriores, forneceram carne. As peles foram usadas para substituir as roupas que se desgastaram. Quando a munição diminuiu, Selkirk também precisou usar sua adaptação ao terreno para perseguir os animais.

Os ratos representavam outro risco. Trazidos por embarcações, eles se multiplicaram e circulavam perto dos abrigos. Durante a noite, mordiam as roupas e os pés do marinheiro.

A aliança com os gatos

Gatos selvagens também viviam na ilha. Selkirk passou a oferecer pedaços de carne de cabra aos animais, que começaram a permanecer perto dele. A presença dos felinos manteve os ratos afastados do abrigo. A relação não era de domesticação, mas de conveniência: o marinheiro fornecia alimento, enquanto os gatos controlavam os roedores.

Para lidar com a falta de companhia, Selkirk criou uma rotina. Lia a Bíblia, rezava e cantava salmos em voz alta. Quando foi resgatado, sua fala ainda estava comprometida pela ausência prolongada de conversas.

Em uma ocasião, marinheiros espanhóis desembarcaram na ilha. Selkirk se escondeu em uma árvore enquanto era procurado, pois poderia ser preso por ser britânico envolvido em expedições contra interesses espanhóis.

Resgate e repercussão

O resgate aconteceu no início de 1709, quando os navios britânicos Duke e Duchess chegaram ao arquipélago sob o comando de Woodes Rogers. Selkirk vestia roupas feitas de pele de cabra, tinha cabelo e barba longos e conhecia os locais onde havia água e alimento. Depois, voltou a trabalhar como marinheiro.

Woodes Rogers escreveu sobre o resgate, e Richard Steele também registrou a história. Em 1719, Daniel Defoe publicou Robinson Crusoe. Selkirk é apontado como uma das inspirações reais para o personagem, embora o romance contenha elementos inventados. Em 1966, a ilha onde ele viveu foi rebatizada de Ilha Robinson Crusoe.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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