SINIMBU — Os valores destinados a agricultores familiares que preservarem recursos naturais ainda serão definidos. O Instituto BR Biomas fará, inicialmente, um estudo de seis meses em Sinimbu para avaliar a viabilidade do pagamento por serviços ecossistêmicos e a valorização dos ativos ambientais da região.
A parceria foi lançada na manhã desta terça-feira, 8, pelo Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale do Sol e Herveiras e pelo Instituto BR Biomas. O projeto poderá incluir até 35 famílias e prevê remuneração a produtores que contribuírem para a conservação do solo, das águas e das florestas.
Avaliação das propriedades
De acordo com o presidente do Instituto BR Biomas, Vilmar Thomé, a primeira etapa será verificar as condições das propriedades. Depois, a equipe deverá identificar, junto aos agricultores, quais fatores podem ser desenvolvidos e valorizados em cada área.
A análise também considerará a qualidade do solo, a preservação de fontes e matas, a recomposição ambiental e a formação de corredores ecológicos. “Isso se refere à qualidade do solo, à preservação das fontes e das matas”, afirmou Thomé.
A previsão é que os valores a serem repassados às famílias selecionadas sejam definidos até fevereiro do ano que vem. A participação dependerá dos resultados do estudo e da identificação dos ativos ambientais presentes nas propriedades.
O presidente do sindicato, Sergio Reis, afirmou que a iniciativa pode valorizar o trabalho dos produtores de Sinimbu. Para ele, a região foi escolhida por seu potencial, mas a execução exigirá conscientização dos participantes. “Acho que, do mesmo tamanho da oportunidade, é o desafio”, disse.







