O primeiro trem movido a hidrogênio da Índia começou a operar em julho de 2026 no estado de Haryana, mas registra baixa ocupação no percurso entre Jind e Sonipat. A composição foi projetada para transportar 2.600 pessoas, enquanto os relatórios operacionais apontam entre 40 e 60 passageiros por viagem.
O trajeto tem 89 quilômetros e utiliza células de energia que liberam apenas vapor de água na atmosfera. A composição foi desenvolvida pela ferrovia nacional como uma alternativa aos combustíveis fósseis e iniciou as atividades em uma rota escolhida para testes da tecnologia em condições reais.
A baixa procura, porém, já era observada no trecho quando ele era atendido por uma composição a diesel. A falta de trabalhadores industriais que façam deslocamentos diários entre Jind e Sonipat limita o movimento. A ausência de polos comerciais ao longo da linha também reduz a atração de passageiros.
Possível extensão até Nova Délhi
Diante do baixo número de usuários registrado em setembro de 2026, a Indian Railways estuda estender o itinerário até a estação de Azadpur, em Nova Délhi. A proposta busca conectar a linha a uma área de maior circulação e atender trabalhadores que se deslocam diariamente para polos comerciais metropolitanos.
A ampliação ainda depende de avaliações técnicas sobre o abastecimento e a autonomia dos cilindros de hidrogênio. A ferrovia também analisa a organização dos horários na malha de tráfego intenso da capital e os protocolos de segurança para o transporte de passageiros em áreas metropolitanas.
Antes de autorizar a circulação regular até a capital, as autoridades precisam concluir os estudos operacionais e técnicos. Entre os pontos avaliados está a continuidade do abastecimento, para evitar falhas de autonomia em trajetos mais longos e preservar a segurança da operação.
A conexão com centros urbanos de maior densidade é apontada como necessária para elevar o uso de composições de alta capacidade. Se os testes confirmarem a eficácia da nova rota, o sistema poderá ser usado como modelo de integração de soluções movidas a hidrogênio ao desenvolvimento urbano e ferroviário.







