Vômitos recorrentes e episódios repetidos de diarreia em gatos não devem ser associados automaticamente a bolas de pelo ou a problemas passageiros. Quando esses sinais persistem, podem indicar doenças inflamatórias gastrointestinais e precisam de avaliação veterinária.
Flávio Lopes, médico-veterinário especialista em nutrição e Gerente de Relacionamento Científico da PremieRpet, aponta que fezes amolecidas ou diarreia e vômitos frequentes por mais de três semanas são sinais de alerta. A redução progressiva do apetite, o emagrecimento evidente, a apatia e a diminuição das brincadeiras e interações também exigem atenção.
A pelagem pode fornecer outro indicativo. Pelos opacos, sem brilho e com queda acentuada podem estar relacionados à má absorção crônica de nutrientes. O diagnóstico depende de exames clínicos e laboratoriais, que ajudam a identificar a inflamação e a evitar a desnutrição progressiva.
Dieta como parte do tratamento
Depois da confirmação do quadro, a adaptação da dieta pode integrar o tratamento. Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma fórmula para apoiar gatos com enteropatia crônica. Os estudos de eficácia foram apresentados no congresso mundial de nutrição pet realizado pela ESVCN (European Society of Veterinary and Comparative Nutrition), em setembro, na Itália.
Na avaliação, gatos com enteropatia crônica receberam a nova fórmula durante 60 dias. Os animais apresentaram fezes normais, redução dos vômitos por semana, melhora da saúde intestinal e equilíbrio das vitaminas no sangue.
A composição utiliza ingredientes de digestão facilitada e prebióticos, como MOS e FOS, voltados ao equilíbrio da microbiota intestinal. O alimento também é enriquecido com vitamina B12, que pode sofrer queda durante quadros de má absorção crônica e participa das funções metabólicas, da regeneração celular e da resposta neurológica.
O resultado da pesquisa foi o PremieR Nutrição Clínica Gastrointestinal Gatos, formulado para dar suporte a gatos adultos com alterações gastrointestinais agudas e crônicas. Entre as condições citadas estão gastrites, má digestão, vômitos recorrentes, enteropatias, parasitismo, síndrome de má absorção, insuficiência pancreática exócrina e disbiose.
A mudança alimentar não substitui o acompanhamento profissional. Parte dos casos também pode exigir imunossupressores indicados pelo médico-veterinário, e a dieta clínica deve ser prescrita por esse profissional. Ao notar alterações digestivas persistentes, o tutor deve buscar atendimento desde os primeiros sinais. Para Flávio Lopes, o diagnóstico precoce e o cumprimento das orientações médicas são determinantes para a recuperação do animal.







