As ações da Meta subiram quase 15% nesta segunda-feira (21), depois que o Wells Fargo elevou o preço-alvo da empresa de US$ 640 para US$ 796. O banco citou o desempenho recente dos lançamentos de inteligência artificial (IA), incluindo o modelo Muse Spark e o assistente Muse.
O analista Ken Gawrelski afirmou que a Meta agora tem uma história para contar no campo da IA. A empresa é dona do Instagram, do WhatsApp e do Facebook.
Desempenho das ações
Nos últimos 12 meses, os papéis da Meta caíram cerca de 5%. No mesmo período, a Amazon subiu 38%, a Alphabet avançou 11% e a Microsoft recuou 4%.
A desconfiança dos investidores estava relacionada aos atrasos nos modelos de IA e aos bilhões de dólares destinados pela Meta à infraestrutura da tecnologia, sem um retorno claro para o mercado.
Nos últimos três meses, porém, a ação da Meta avançou 30%, enquanto a Microsoft subiu 35%.
Mudanças na área de IA
O CEO Mark Zuckerberg reorganizou o laboratório de inteligência artificial da empresa e levou Alexandr Wang, cofundador e CEO da Scale.AI, para o cargo de diretor de inteligência artificial.
A Meta já opera com vários modelos da família Muse. Outro sinal acompanhado pelo mercado foi a chegada do aplicativo Meta Muse AI, agente de inteligência artificial da empresa, ao topo da App Store da Apple.
A elevação do preço-alvo ocorreu antes do Meta Connect, conferência anual marcada para quarta-feira (23). Zuckerberg deve apresentar os planos da companhia para inteligência artificial e dispositivos vestíveis, como óculos.
Para os investidores, a mudança indica uma revisão da avaliação sobre os gastos da Meta em IA. O mercado passou a considerar que os investimentos começam a resultar em produtos e resultados. A conferência será o próximo teste para essa expectativa.








