A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que o acordo anunciado pelos Estados Unidos para a segurança da Groenlândia reforça a proteção conjunta no Ártico e no Atlântico Norte. Para ela, o entendimento também é positivo para a Otan e para a Europa.
O presidente americano, Donald Trump, informou nesta sexta-feira 18, pela rede Truth Social, que os Estados Unidos terão controle permanente da segurança da Groenlândia. O anúncio prevê que adversários estrangeiros não poderão instalar bases, manter presença militar ou fazer investimentos sensíveis no território sem autorização americana por escrito.
“A partir de agora, nenhum adversário dos Estados Unidos poderá ter uma base na Groenlândia, presença militar na Groenlândia ou realizar investimentos sensíveis na Groenlândia sem a nossa aprovação expressa por escrito”, declarou Trump.
Frederiksen disse que o pacto está próximo de ser concluído e que ele garantirá e reforçará a segurança da Groenlândia, do Reino da Dinamarca, dos Estados Unidos e da aliança ocidental. O chefe de governo groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, também avaliou que o acordo fortalece a segurança desses territórios e da aliança ocidental.
Trump não apresentou detalhes do entendimento. Também não foi esclarecido se ele tem relação com as negociações realizadas com Rutte. Informações citadas no texto indicam que os Estados Unidos pretendem abrir três novas bases militares no sul da Groenlândia, além da base de Pituffik, localizada no norte do território.
Um acordo de defesa firmado em 1951 e atualizado em 2004 já autoriza Washington a ampliar o envio de tropas e as instalações militares na ilha, desde que comunique previamente a Dinamarca e a Groenlândia.
Durante o período de maior tensão, Trump não descartou usar a força para tomar o território, que tem 57.000 habitantes. A possibilidade preocupou a União Europeia e a Otan. Depois, a tensão diminuiu, e a Otan lançou uma nova missão para reforçar a segurança no Ártico.







