BRASÍLIA — Os Estados Unidos não alteraram a classificação de risco para turistas que pretendem visitar o Brasil, apesar da suspensão dos serviços em seus consulados no país nesta sexta-feira 2. A diplomacia norte-americana informou apenas que a decisão ocorreu por “questões de segurança”, sem detalhar os motivos.
A embaixada da Austrália em Brasília também interrompeu as atividades e orientou que as pessoas evitassem se aproximar dos consulados dos EUA. Em comunicado, o governo australiano afirmou: “O terrorismo é uma ameaça global”. A nota acrescentou que ataques podem ocorrer em qualquer lugar e a qualquer momento, com possíveis alvos em áreas turísticas, espaços públicos e locais frequentados por estrangeiros.
Reação no Brasil
Autoridades brasileiras avaliaram que não havia sinais de violência ou ameaças capazes de justificar as medidas adotadas pelos dois governos. Para integrantes do alto escalão, a suspensão dos atendimentos foi desproporcional e contribui para associar a eleição brasileira a um cenário de instabilidade.
Uma fonte do alto escalão brasileiro descreveu a situação como de “normalidade” às vésperas da eleição. Também classificou a movimentação como um “factoide” e interpretou o gesto dos Estados Unidos como uma tentativa de interferência no processo político nacional.
A decisão ocorreu em meio a avaliações contraditórias de Washington sobre as urnas e o processo democrático no Brasil. Cartas enviadas por senadores e deputados democratas ao secretário de Estado Marco Rubio cobraram que o governo de Donald Trump evitasse interferência na escolha política brasileira.
Nos documentos, os parlamentares também questionaram se a Casa Branca reconhecerá o resultado eleitoral no Brasil. Para autoridades brasileiras, o fechamento dos postos diplomáticos reforça uma narrativa de insegurança sem correspondência com a situação observada no país.







