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Juros dos EUA elevam rendimentos globais e ampliam pressão sobre mercados emergentes

Títulos norte-americanos de longo prazo atingem maiores níveis em décadas, enquanto investidores reavaliam o rumo dos juros do Federal Reserve.

Juros dos EUA elevam rendimentos globais e ampliam pressão sobre mercados emergentes

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos alcançaram níveis não vistos há décadas nesta quinta-feira (24), em um movimento que também levou as taxas de outros mercados a novas máximas em vários anos. O papel de 30 anos chegou a 5,44%, maior patamar desde 2004, enquanto o título de 10 anos atingiu 5,10%, nível mais alto desde julho de 2007.

A alta ocorre em meio à avaliação de que os juros norte-americanos podem permanecer elevados por mais tempo. Indicadores recentes dos EUA vieram acima do esperado, e a valorização dos preços do petróleo aumentou a preocupação com a inflação. Ao mesmo tempo, pressões fiscais, econômicas, geopolíticas e de oferta passaram a influenciar o mercado.

Sinais para a política monetária

Michael Barr, diretor do Federal Reserve, afirmou que novos ajustes na política monetária podem ocorrer. John Williams, presidente do Fed de Nova York, disse ser razoável esperar mais um aumento dos juros até o fim deste ano nos EUA.

Na reunião da semana passada, o banco central norte-americano elevou a taxa pela primeira vez em três anos. O aumento foi de 0,25 ponto percentual, levando os juros para a faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano.

A possibilidade de uma nova alta já na reunião de outubro passou de 49% na semana passada para mais de 75% nesta quinta-feira (24), conforme dados compilados pelo CME Group. Também há operadores que projetam quatro aumentos dos juros até o ano que vem.

Movimento alcança outros países

A pressão não ficou concentrada nos Estados Unidos. Os títulos do Japão chegaram ao maior nível desde agosto de 1996. Papéis do Reino Unido e da Alemanha também renovaram máximas em vários anos.

Preços e rendimentos dos títulos se movem em direções opostas. Quando ocorre uma venda intensa, os preços caem e os rendimentos precisam subir para atrair compradores. É esse processo que está elevando as taxas observadas nos mercados.

Efeitos sobre mercados emergentes

A remuneração maior dos títulos norte-americanos pode levar investidores globais a retirar recursos de mercados considerados mais arriscados, como o Brasil, e direcioná-los aos Treasurys. Esse movimento reduz a procura por ativos brasileiros e pode pressionar o real diante do dólar.

Com juros elevados nos EUA, a disposição global para assumir risco diminui. A pressão pode atingir as ações brasileiras e o Ibovespa. Um dólar mais valorizado também encarece produtos importados, incluindo combustíveis e alimentos, contribuindo para a alta dos preços no Brasil.

Se a inflação avançar por causa desse cenário externo, o Banco Central poderá interromper os cortes da Selic ou retomar o aperto monetário.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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