Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Gestor da Verde vê proteção patrimonial em ativos no exterior

Luis Stuhlberger defende exposição internacional e destaca títulos do Tesouro dos EUA como alternativa de proteção e renda.

Gestor da Verde vê proteção patrimonial em ativos no exterior

Luis Stuhlberger, fundador e CIO da Verde Asset, afirmou que a exposição internacional pode funcionar como proteção patrimonial diante de riscos fiscais, institucionais e cambiais no Brasil. Para o gestor, manter parte dos recursos fora do país é uma forma de se preparar para cenários adversos, mesmo que eles não estejam no horizonte atual.

A recomendação não se limita à busca por retornos maiores. Stuhlberger considera que o patrimônio dos brasileiros está concentrado em imóveis, empresas e aplicações financeiras no próprio país. Questionado sobre a parcela que manteria no exterior, disse que se sentiria confortável com algo entre 30% e 50%, embora tenha ressaltado que a proporção depende da realidade de cada investidor.

Risco de restrições ao câmbio

O gestor mantém posições cambiais de longo prazo como proteção contra uma eventual piora dos riscos fiscais e institucionais. A preocupação envolve a possibilidade de futuros governos adotarem medidas que dificultem o acesso dos investidores ao dólar.

Entre os riscos citados estão o aumento de tributos sobre operações cambiais, como o IOF (Imposto Sobre Operações Financeira), e limitações à conversão de reais em dólares. Essa segunda possibilidade é conhecida no mercado como risco de convertibilidade.

“São situações em que vale ter um seguro”, afirmou Stuhlberger ao mencionar um cenário de crise em que o governo reduza juros de forma compulsória, dificulte a compra de dólar e eleve o IOF para 10%. Ele também disse ser cético quanto à capacidade de o Brasil resolver estruturalmente seus problemas fiscais.

Preferência por títulos dos Estados Unidos

Além da proteção cambial, Stuhlberger destacou os ativos norte-americanos. Na avaliação dele, as empresas dos Estados Unidos continuam apresentando crescimento de receitas, expansão dos lucros e ganhos de produtividade associados à inteligência artificial, enquanto a atividade econômica e o mercado de trabalho permanecem resilientes.

O gestor afirmou não identificar uma bolha semelhante à crise das empresas de tecnologia na virada dos anos 2000. Embora reconheça que as margens de lucro estejam acima da média histórica, considera razoáveis os múltiplos de preço das ações. A Verde Asset mantém cerca de 9% dos recursos em ações norte-americanas, posição carregada há bastante tempo.

A principal oportunidade apontada por Stuhlberger, porém, está nos títulos públicos dos Estados Unidos. Ele afirmou que a alta dos juros elevou a remuneração desses papéis a níveis que não eram vistos havia décadas.

Após a crise financeira de 2008, os investidores conviveram por boa parte do período com retornos reais próximos de zero ou negativos, segundo o gestor. Agora, os títulos de dez anos estão na faixa de 5%. “É muito juro para você sentar e esperar”, disse.

A posição da Verde está concentrada nos TIPS, títulos públicos que corrigem a inflação. O fundo mantém papéis de três anos com retorno real de cerca de 2,65% ao ano, além da correção inflacionária.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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