O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, pediu que o Tennessee não faça novas tentativas de executar Christa Pike, de 50 anos. A detenta sobreviveu a duas aplicações de injeção letal autorizadas pela Suprema Corte dos Estados Unidos e continua hospitalizada.
O pedido foi feito nesta quinta-feira 1º. O escritório de Turk classificou o sofrimento prolongado de Pike como abominável e cruel. Também afirmou que o episódio reforça a necessidade de abolir a pena de morte.
Na quarta-feira 30, a Suprema Corte dos EUA autorizou a execução de Pike por injeção letal. Ela seria a primeira mulher a morrer dessa forma no Tennessee em 200 anos. A tentativa, porém, falhou, e a detenta sobreviveu às duas aplicações mencionadas pela ONU.
Posição da ONU
Além de pedir que o estado desista de novas tentativas contra Pike, a ONU expressou profunda preocupação com o aumento das execuções nos Estados Unidos. A organização reiterou que a pena de morte “não tem lugar em nenhuma sociedade”.
O caso permanece ligado à situação de Pike, que segue hospitalizada após as tentativas autorizadas pela Suprema Corte. O escritório do alto comissário usou o episódio para reforçar sua posição contrária à pena capital e à continuidade de novas execuções no país.







