Manaus, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Viajar com informação
Passagens e câmbio

AWG compra fornecedora de equipamentos médicos e negocia novas aquisições nos EUA

Empresa liderada por Luis Felipe Amaral usará a New Hampshire Medical Supply como base para expandir no setor de saúde americano.

AWG compra fornecedora de equipamentos médicos e negocia novas aquisições nos EUA

A America Wellness Group (AWG), liderada por Luis Felipe Amaral, comprou a New Hampshire Medical Supply, fornecedora independente de equipamentos médicos domiciliares de Washington. A operação foi a primeira aquisição do grupo, criado para consolidar empresas de saúde nos Estados Unidos.

O valor não foi divulgado. A compra foi financiada principalmente com recursos próprios de Amaral e de outros dois sócios radicados nos Estados Unidos. Um percentual pequeno recebeu financiamento de um banco regional, com o objetivo de criar um histórico de relacionamento com a instituição.

A AWG já conversa com cerca de dez empresas do setor e pretende ampliar a operação por meio de novas aquisições. As negociações envolvem potenciais alvos em Carolina do Norte, Massachusetts, Nova Jersey, Califórnia, Colorado e Texas.

Empresa será base para expansão

Fundada em 1962, a New Hampshire Medical Supply foi escolhida pela organização de seus processos e pela consistência das informações e análises produzidas pela empresa. A estratégia é usar a companhia como plataforma para incorporar novos negócios e replicar seus procedimentos nas empresas adquiridas.

A fornecedora tem maior atuação em equipamentos de mobilidade. A AWG pretende acelerar a presença em linhas como aparelhos respiratórios e aluguel de equipamentos, áreas ainda pouco exploradas pela empresa.

Nos Estados Unidos, a oferta desses produtos depende de credenciamentos concedidos pelos estados e, em alguns casos, pelos municípios. As autorizações são separadas por linha de produto. Para Amaral, esse modelo contribui para a pulverização do setor, formado por operadores locais de pequeno e médio porte.

A avaliação da AWG é que muitas dessas empresas não oferecem uma gama completa de produtos nem têm acesso a todas as fontes pagadoras, dos planos públicos aos privados. Esse espaço é visto como uma oportunidade para a consolidação.

Inteligência artificial como estratégia

A tecnologia é outra parte central do plano. Depois de adaptar a estrutura da Drýs Capital à inteligência artificial, Amaral pretende levar o modelo para empresas pequenas e médias do setor de saúde que ainda não implementaram a ferramenta.

“Com a consolidação, a gente consegue acelerar muito isso”, afirma Amaral. Segundo ele, o uso de inteligência artificial é praticamente nulo entre as empresas com as quais a AWG negocia, o que pesou na decisão de avançar nesse mercado.

A operação nos Estados Unidos também foi influenciada pela disponibilidade de financiamento para fusões e aquisições. Amaral afirma que bancos médios americanos oferecem esse tipo de crédito com taxas próximas de um dígito médio, enquanto no Brasil esse empréstimo é difícil de obter e, quando disponível, tem custo elevado.

Márcio Lima, um dos sócios, ficará responsável pela condução diária da AWG. Radicado nos Estados Unidos, ele assumiu o cargo de CEO após ter dirigido uma empresa média americana dos setores de manufatura e bens de capital. A experiência com bancos e com a manutenção desse relacionamento foi considerada um diferencial para a operação.

Expansão além da gestora

A AWG é uma estrutura separada da Drýs Capital, antiga gestora Equitas. No auge, a casa administrou cerca de R$ 8 bilhões em bolsa e teve mais de 100 mil cotistas. Depois de anos de resgates nos fundos de ações, o patrimônio caiu para cerca de R$ 900 milhões.

Nesse período, a Drýs diversificou suas atividades para o crédito privado e outros negócios. Entre as iniciativas estão a aquisição de uma usina em Jacarezinho, no norte do Paraná, e a Cortex, responsável pelo Credit Guide, plataforma de dados de crédito privado que, em julho, reunia nove pessoas.

A AWG funciona inicialmente como um teste da estratégia. O uso exclusivo de capital dos sócios na primeira etapa tem como objetivo validar as premissas do negócio antes da abertura da plataforma a terceiros.

Caso o modelo seja confirmado, Amaral pretende levar investidores da Drýs para a operação por meio de um fundo de private equity ou da entrada direta como sócios. Ele também avalia aplicar a estrutura em outros setores, mas ainda não há definição sobre esses caminhos.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5