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Estudo relaciona Pix ao crescimento de empresas em municípios sem bancos

Trabalho com dados oficiais aponta aumento de empresas formais após a adoção do Pix, mas ressalva que o efeito pode incluir formalização.

Estudo relaciona Pix ao crescimento de empresas em municípios sem bancos
Foto: PIX agência bancária artigo

Um estudo de Rodrigo Leite, Layla Mendes e Matheus Moura relaciona a expansão do Pix ao crescimento do número de empresas formais em municípios com pouca ou nenhuma presença bancária. O trabalho está público desde outubro do ano passado e utiliza dados oficiais do Banco Central e da RAIS.

A pesquisa considera o número de empresas por município entre 2017 e 2024, além da adoção do Pix e da quantidade de agências bancárias. A análise abrange os 5.569 municípios do país e o Distrito Federal.

Os autores compararam municípios semelhantes em renda, população e transferências governamentais, mas diferentes na estrutura bancária. Um grupo reunia localidades com zero ou uma agência quando o Pix começou a funcionar. O outro incluía municípios com uma rede bancária mais ampla.

Nessas localidades com menor presença de bancos, o número de empresas formais cresceu 2,6% acima do registrado no grupo de comparação. O efeito ficou concentrado nos negócios com menos de dez empregados e não apareceu entre as empresas maiores. Nos municípios onde o Pix teve maior adoção, a diferença chegou a 4,7%.

O resultado não surgiu imediatamente. Segundo o estudo, o efeito não foi identificado em 2020 nem em 2021, mas apareceu em 2023 e 2024, período associado à maior disseminação do sistema. A pesquisa também testou se o auxílio emergencial explicaria o aumento, mas os autores concluíram que não.

Interpretação e limites

A explicação apresentada no trabalho é que o Pix permitiu pagamentos eletrônicos sem depender de uma agência bancária local. O texto, porém, ressalta que o uso de maquininhas e contas digitais já havia reduzido essa dependência antes da chegada do sistema.

Dados da série Geografia do Pix, da FGV, indicam que o sistema chegou primeiro aos municípios de maior renda e depois reduziu essa diferença. Nas localidades de menor renda, o Pix aparece como meio de pagamento disponível, enquanto nos municípios mais ricos se soma ao cartão.

O estudo mede o estoque de empresas registradas na RAIS, e não necessariamente a criação de novos negócios. Parte do resultado pode representar a formalização de atividades que já existiam. Os próprios autores indicam que a separação entre criação e formalização deve ser analisada em pesquisas futuras.

O trabalho ainda não é um artigo revisado por pares. Trata-se de um working paper público e em circulação acadêmica. A análise também aponta que a desigualdade de adesão ao Pix diminuiu entre municípios ricos e pobres, populações mais velhas e mais jovens e grupos raciais. A conectividade permanece como diferença: onde a internet é ruim, a adoção avança mais devagar.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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