Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Mercado vê câmbio e juros sob pressão em eventual novo governo Lula

Christopher Garman afirma que o próximo governo terá de ajustar as contas públicas e recuperar a confiança dos investidores.

Mercado vê câmbio e juros sob pressão em eventual novo governo Lula

Um eventual novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva poderá enfrentar alta do câmbio real e dos juros futuros, segundo Christopher Garman, diretor executivo para as Américas da Eurasia Group. A avaliação foi apresentada no sábado, 26 de setembro, durante o Inter Invest Summit 2026.

Garman afirmou que o próximo governo terá de lidar com um ajuste das contas públicas a partir de 2027, independentemente do resultado da eleição. Para ele, o principal desafio de Lula seria convencer o mercado de que há um plano fiscal crível, em um cenário de baixa expectativa dos investidores em relação ao governo atual.

“Se o presidente Lula prevalecer, provavelmente nós vamos ver o câmbio real se depreciando, vamos ver as curvas de juros futuros subindo”, afirmou.

Diferenças entre os cenários eleitorais

Na avaliação do executivo, um governo Lula reconheceria a necessidade de ajustar as contas, mas não adotaria uma política tão voltada ao equilíbrio fiscal quanto a esperada em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. O presidente, caso reeleito, também teria de recuperar a credibilidade perdida com o mercado após o aumento dos gastos ao longo do mandato.

Sobre Flávio Bolsonaro, senador e candidato pelo PL, Garman afirmou que existe um benefício da dúvida por se tratar de um nome da oposição e por sua equipe indicar uma atuação mais incisiva nas contas públicas. A expectativa apresentada em uma pesquisa da Eurasia com clientes brasileiros e internacionais era de valorização do Real, com o câmbio entre R$ 4,50 e R$ 5, em caso de vitória do candidato.

O executivo disse, porém, que a recepção positiva dos investidores dependeria da adoção de medidas concretas. A avaliação é que uma reforma fiscal ampla poderia aumentar a confiança nas contas públicas e abrir espaço para o Banco Central.

Juros e perspectivas para o país

Garman afirmou que o ajuste precisará ser suficiente para permitir a redução da taxa de juros. Também disse que, embora o curto prazo exija atenção, o Brasil tem uma oportunidade estrutural em um cenário de fragmentação geopolítica e de busca por menor dependência de China e Estados Unidos.

Agro, minerais, petróleo e energia de menor emissão de carbono foram citados como ativos que podem ganhar valor. Para transformar essa vantagem em investimento, será necessário reduzir os juros e organizar as contas públicas. Garman vê essa perspectiva nos próximos dois a cinco anos, mas afirmou que, no curto prazo, o foco está na taxa de juros.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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