Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Viajar com informação
Passagens e câmbio

Governança e recuperação operacional elevam projeções para a Tupy

Itaú BBA elevou a recomendação da companhia para compra, enquanto BTG Pactual destacou mudanças no conselho e melhora no mercado norte-americano.

Governança e recuperação operacional elevam projeções para a Tupy

As mudanças na governança da Tupy e a expectativa de recuperação da demanda no segundo semestre levaram analistas a revisar as perspectivas para a fabricante de componentes para motores e máquinas. O Itaú BBA elevou a recomendação das ações de neutro para compra e aumentou o preço-alvo de R$ 13 para R$ 20, indicando um upside de 25%.

Projeções para resultados

Os analistas Gabriel Rezende, Daniel Gasparete e Pedro Tineo avaliam que a recuperação esperada para a segunda metade do ano pode favorecer a receita e a rentabilidade. A projeção considera o aumento da demanda e medidas para tornar a empresa mais eficiente, depois de vários trimestres de desempenho pressionado.

O histórico recente inclui a queda nos volumes de veículos comerciais, a compressão das margens e o aumento da alavancagem. O Ebitda ajustado recuou de R$ 1,3 bilhão em 2024 para R$ 661 milhões em 2025, redução de 49%. No mesmo período, a margem caiu de 12,1% para 6,8%.

O Itaú BBA estima crescimento de 7% da receita até 2027 e margem Ebitda de 10,4%. O nível projetado ainda fica 1 ponto percentual abaixo da rentabilidade histórica, mas os analistas consideram possível uma revisão positiva. “Diante dos esforços da administração para simplificar as operações e aumentar a eficiência, vemos espaço para uma margem superior à projetada”, afirma trecho do relatório.

O BTG Pactual também apontou um fator de recuperação para os negócios: a melhora do mercado de veículos pesados da América do Norte, que respondeu por 38% das receitas no segundo trimestre. Para os analistas do banco, esse movimento deve produzir efeitos positivos no faturamento da Tupy.

Mudanças no conselho

Na segunda-feira, 28 de setembro, a companhia anunciou a saída de Jaime Luiz Kalsing da presidência do conselho de administração. Gueitiro Genso, atual vice-presidente de estratégia, novos negócios, inovação e M&A, foi indicado para sucedê-lo. A empresa também comunicou alterações na diretoria.

A Tupy informou ainda que pretende propor uma reforma do estatuto social com critérios de elegibilidade para integrantes do conselho e da diretoria. A proposta foi bem recebida por analistas após episódios envolvendo indicações de nomes ligados ao governo, entre eles Rafael Lucchesi para o cargo de CEO e Anielle Franco e Carlos Lupi para o conselho de administração.

Lucchesi renunciou em março, enquanto Franco e Lupi deixaram o conselho em 2025. A presença da BNDESPar e da Previ na base acionária, com 30,7% e 27% do capital da Tupy, respectivamente, havia contribuído para uma percepção de risco de influência política e conflitos de governança entre investidores.

O BTG Pactual mantém recomendação de compra para a Tupy e preço-alvo de R$ 24. O banco considera que os critérios propostos para o conselho e a troca na presidência são “passos construtivos do ponto de vista de governança”. A companhia é a principal escolha da instituição para o setor automotivo da B3.

Ações

Itaú BBA e BTG Pactual avaliam que os papéis estão em patamares atrativos. Um dos indicadores citados é o EV/Ebitda de quatro vezes para 2027. O Itaú BBA também considera que premissas operacionais conservadoras podem significar múltiplos futuros inferiores aos aparentes após a desvalorização do setor no ano.

Por volta das 14h17, as ações da Tupy subiam 1,44%, a R$ 16,22. No ano, acumulavam alta de 39,5%, e o valor de mercado da companhia chegava a R$ 2,3 bilhões.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5