A XP reduziu o preço-alvo das ações do Banco do Brasil (BBAS3) para R$ 21 e manteve a recomendação neutra. O valor representa potencial de queda de 1,2% em relação ao fechamento de R$ 21,26.
O papel ganhou força após ficar próximo das mínimas desde 2023, acumulando alta de mais de 20% desde então. Para os analistas da XP, o ambiente melhorou com a MP 1.376, que pode contribuir para a recuperação da qualidade dos ativos e para a redução do custo de risco nos próximos trimestres.
Fundo imobiliário deixará a B3
As cotas do Kinea Premium Properties (KNPR11) deixarão de ser negociadas no mercado secundário da B3 a partir de 21 de setembro de 2026. A medida integra o encerramento do fundo, criado com prazo de duração de quatro anos e vencimento previsto para o fim de 2026.
A Kinea informou que vendeu, nos últimos meses, uma parcela substancial dos ativos da carteira. O fundo agora se prepara para concluir o desinvestimento e devolver aos cotistas os recursos remanescentes.
Alterações nas carteiras do BTG
O BTG Pactual fez ajustes na carteira recomendada de ações para setembro. A estratégia mantém exposição a classes de ativos consideradas pelo banco como capazes de oferecer retornos em cenários positivo ou negativo. A avaliação considera que os juros de longo prazo e as ações já incorporam uma quantidade considerável de risco fiscal, enquanto o real ainda não.
Em um cenário de ajuste fiscal, a queda dos juros de longo prazo poderia favorecer ações de fluxo de caixa de long duration. Se a situação fiscal continuar se deteriorando, o real poderia se enfraquecer ainda mais.
Na carteira de dividendos, o BTG retirou Copasa (CSMG3) e incluiu Sanepar (SAPR11) e Sabesp (SBSP3). O banco afirmou que os resultados da Sabesp foram pressionados por despesas maiores de marketing e call center, enquanto as ações acumulam queda de cerca de 15%.
A expectativa dos analistas é de que a companhia mostre melhor seu potencial sustentável em 2027, apesar da persistência das pressões em 2026. A Sabesp está entre as principais apostas para os próximos 6 a 12 meses, apoiada pelo crescimento de EBITDA e dos lucros, por dividendos crescentes e por ganhos de eficiência após a privatização.
XP mantém alertas sobre CSN
A XP Investimentos avalia que as teses de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3) continuam pressionadas. A CSN acumula queda de cerca de 28% no ano, em meio a preocupações com o fluxo de caixa livre e o balanço patrimonial, além do ambiente de juros elevados por mais tempo.
A corretora considera que a empresa deve cumprir suas obrigações com um plano abrangente de financiamento. Fabio Schvartsman assumiu como novo CEO da CSN, substituindo Benjamin Steinbruch, que ficou 24 anos à frente da companhia.







