Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Água com cianobactérias pode intoxicar cães em poucas horas

Florações em lagos podem liberar toxinas que atingem o fígado e o sistema nervoso dos cães; aparência limpa não garante segurança.

Manchas verdes, espuma, crostas e outras alterações na água podem indicar a presença de cianobactérias, microrganismos que fazem fotossíntese e podem formar florações em água doce. Algumas dessas florações liberam toxinas capazes de causar lesões no fígado ou interferir no sistema nervoso dos cães em pouco tempo.

A água pode assumir coloração verde, azulada, marrom ou avermelhada e ter aparência semelhante a tinta derramada, ervilha triturada ou um tapete superficial. Também pode haver material acumulado nas margens. Nem toda floração é tóxica, mas a presença ou ausência de toxinas só pode ser confirmada por análise. Por isso, água aparentemente limpa também não deve ser considerada segura.

Como ocorre a exposição

O cachorro pode beber enquanto nada, engolir água ao buscar brinquedos ou gravetos e entrar em contato com espuma e material acumulado nas margens. Depois, ao lamber as patas e a pelagem, pode ingerir a contaminação. Também há risco se o animal comer crostas de cianobactérias, plantas ou animais mortos encontrados perto da água. Animais menores podem receber uma exposição proporcionalmente maior a partir do mesmo volume.

Microcistinas podem provocar vômitos, diarreia, fraqueza, mucosas amareladas, sangramento e insuficiência hepática. Neurotoxinas podem causar salivação, tremores, dificuldade para caminhar, convulsões, paralisia e falta de ar. A evolução pode ocorrer em minutos ou horas, e não é necessário esperar o aparecimento de todos os sinais para buscar ajuda.

O que fazer após o contato

Retire o cão da área e evite que ele se lamba. Quando possível, use luvas e enxágue imediatamente a pelagem com bastante água limpa de torneira, sem levar resíduos aos olhos e à boca. Não espere o pelo secar e não permita que outro animal o lamba.

Fotografe a água e registre o local, o horário e a duração do contato. Essas informações, além dos sinais observados e do peso aproximado do animal, podem ajudar a equipe veterinária a avaliar a urgência.

Procure atendimento veterinário de urgência e informe a suspeita de exposição a cianobactérias, mesmo que o cão ainda pareça normal. Não provoque vômito nem ofereça remédios caseiros sem orientação. Não há antídoto geral para as cianotoxinas; o tratamento é de suporte e pode incluir descontaminação, controle de convulsões, ventilação, fluidos e acompanhamento do fígado.

Como prevenir

Antes de ir a um lago, consulte alertas ambientais locais e siga placas de interdição. Leve água potável e um recipiente para impedir que o cachorro beba do reservatório. Mantenha o animal na guia e afaste-se de películas, espumas, manchas e peixes mortos. A ausência de odor também não confirma que a água seja segura. A mesma cautela deve ser adotada em água salgada com florações nocivas, embora as toxinas possam ser diferentes.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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