Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Lambedura frequente das patas pode indicar alergia, dor ou infecção em cães

Lamber por muito tempo, causar feridas ou interromper atividades pode indicar um problema que precisa de avaliação veterinária.

Lamber as patas por longos períodos, mordiscar os dedos ou manter a região molhada pode indicar coceira causada por alergia, parasita, dor ou infecção. Uma lambida rápida após o passeio pode fazer parte da higiene, mas a repetição com perda de pelo, feridas ou interrupção do sono e das brincadeiras merece avaliação veterinária.

A dermatite atópica, uma reação a alérgenos ambientais, afeta 10% a 15% dos cães, segundo Cornell. Pólen, ácaros e fungos podem participar do quadro. Alergia a pulgas, alimento ou contato também deve ser considerada. Não há um exame único capaz de identificar todas as causas: a investigação reúne histórico, padrão das lesões, controle de parasitas e resposta a testes orientados.

Sinais para observar

Quando apenas uma pata é afetada e o problema começa de repente, é preciso verificar a possibilidade de espinho, corte, queimadura, unha quebrada ou dor articular. Já a coceira recorrente em várias patas aumenta a importância de investigar alergias e doenças de pele.

O tutor pode separar delicadamente os dedos e observar a pele, as unhas e as almofadas. Vermelhidão, inchaço, ferida, secreção e odor podem indicar infecção secundária. Pelos claros podem ficar ferrugem ou marrons pelo contato repetido com a saliva. Também vale observar coceira nas axilas, na virilha, no focinho, na barriga e nas orelhas. Otites recorrentes junto com patas irritadas são comuns em cães alérgicos.

Anotar se uma ou várias patas estão afetadas, se os sinais mudam conforme a estação e quando a lambedura piora ajuda na consulta. Cheiro, umidade, secreção, queda de pelo e alterações recentes na alimentação, nos passeios, nos produtos de limpeza ou no controle de pulgas também devem ser registrados.

Como a lambedura agrava a pele

A saliva e o atrito lesionam a barreira cutânea. Com a região úmida, bactérias e leveduras podem crescer, aumentando a coceira e o odor. Assim, a causa inicial leva o cão a lamber, a lambedura inflama a pele e a inflamação provoca novas lambidas.

Colar, botinha ou curativo podem impedir o acesso à pata, mas não tratam sozinhos alergia, dor ou infecção. Esses recursos devem ser usados conforme orientação, com ventilação e tamanho adequados, para evitar umidade, pressão ou trauma adicionais.

Vinagre, álcool, água oxigenada, bicarbonato, óleos essenciais e pomadas humanas podem irritar a pele, causar ardência ou oferecer risco quando ingeridos. Depois do passeio, lavar as patas pode ajudar a retirar sujeira e pólen. É necessário usar água e produto indicado, enxaguar completamente e secar entre os dedos sem esfregar.

O tratamento depende da causa e pode envolver controle de pulgas, medicamentos contra coceira, manejo de alergia, antibiótico ou antifúngico quando a infecção é confirmada. Cultura ou citologia podem orientar o tratamento da infecção secundária. A troca de ração por poucos dias não diagnostica alergia. A dieta de eliminação exige alimento específico, duração adequada e ausência de petiscos, com orientação veterinária.

Quando procurar atendimento

Mancar, sangrar, apresentar inchaço intenso, pus, dor ou apatia são sinais para buscar atendimento rápido. A coceira persistente também precisa de consulta, mesmo sem ferida aberta.

Fotografar as patas antes da limpeza, manter as unhas aparadas, limpar a cama, seguir o controle antiparasitário recomendado e verificar espinhos e umidade depois dos passeios são medidas que ajudam a acompanhar o quadro. Melhoras e recaídas devem ser anotadas para diferenciar gatilhos sazonais de problemas contínuos.

A pata lambida é um sintoma, não um diagnóstico. O padrão observado pode ajudar a investigar pólen, ácaros, pulgas, alimento, infecção ou dor localizada. Em quadros crônicos, o acompanhamento veterinário ajuda a evitar que uma pausa na lambedura seja confundida com cura.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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