Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Apoios e prisão por drogas pressionam campanha de Maria do Carmo no Amazonas

Candidata nega vínculo com investigados; episódios envolvem um suposto coordenador preso e apoios atribuídos a pessoas investigadas por tráfico.

Maria do Carmo enfrenta desgaste político após escândalos envolvendo apoiadores e o tráfico de drogas

A campanha de Maria do Carmo Seffair, do Partido Liberal (PL), enfrenta pressão política após episódios envolvendo pessoas que declararam apoio à candidatura ou mantinham relação com integrantes da equipe e foram presas ou investigadas por suspeita de tráfico de drogas.

O caso de maior repercussão envolve Rodrigo Soares, que se apresentava nas redes sociais como coordenador da campanha. Ele foi preso no início de setembro, durante uma operação que apreendeu aproximadamente 2,5 toneladas de maconha do tipo skunk. A droga estava escondida em um caminhão encontrado em um imóvel relacionado a Soares.

Segundo as autoridades policiais, dois caminhões seriam usados para transportar a droga para outros estados. Materiais eleitorais de Maria do Carmo também teriam sido encontrados no imóvel. A candidata negou qualquer vínculo com Soares e acionou o Ministério Público do Amazonas para pedir a apuração dos fatos.

Maria do Carmo esteve em frente ao Ministério Público do Amazonas e afirmou confiar nas instituições responsáveis pela investigação e no Poder Judiciário. Ela disse que não aceitaria a associação de seu nome ao caso e defendeu uma apuração independente.

Outros episódios em Itamarati

A campanha também foi relacionada a dois episódios em Itamarati. Em um deles, um homem apontado como foragido da Justiça e acusado de envolvimento com tráfico teria gravado um áudio orientando a manutenção do apoio à candidata. Ele também teria mencionado pessoas que atuariam em favor da candidatura no município.

Em outro caso, Maria do Carmo recebeu o apoio de uma jovem acusada de envolvimento com tráfico de drogas. A associação política não comprova participação da candidata em atividade criminosa, mas ampliou os questionamentos sobre a rede de apoios formada durante a campanha no interior do Amazonas.

Em 2024, o PL havia registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Emilly Beatriz Souza da Cruz como candidata à prefeitura de Itamarati. A candidatura foi cancelada depois que o partido descobriu que ela era considerada foragida da Justiça. A decisão foi tomada pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.

Um documento de 21 de agosto daquele ano anulou a convenção partidária realizada no dia 5 de agosto. O evento havia anunciado Emilly Beatriz como candidata a prefeita e Tony Cavalcante como candidato a vice-prefeito.

Imagens e vínculo político

Depois de negar relação com Rodrigo Soares, identificado como RC Soares, Maria do Carmo apareceu em fotos e vídeos ao lado de Ana Marcela Soares, mulher dele. As imagens foram publicadas por Ana Marcela entre maio e agosto e mostram as duas em selfies, eventos e atos de campanha.

Até o momento, os episódios apresentados não indicam que Maria do Carmo tenha participado ou tivesse conhecimento prévio das atividades criminosas atribuídas aos envolvidos. Politicamente, porém, os casos colocam a campanha sob cobrança para esclarecer a relação com aliados formais e com pessoas que aparecem ao redor da candidatura ao Governo do Amazonas.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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