Manaus, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Beta Pictoris b emite ondas de rádio e revela seu campo magnético

Emissões atribuídas diretamente ao exoplaneta Beta Pictoris b permitiram estimar um campo magnético de pelo menos 1,25 quilogauss.

Beta Pictoris b emite ondas de rádio e revela seu campo magnético

Astrônomos detectaram ondas de rádio associadas diretamente ao exoplaneta Beta Pictoris b, um gigante gasoso localizado a 63,4 anos-luz da Terra. As emissões foram identificadas com radiotelescópios e podem permitir a primeira medição direta do campo magnético de um planeta fora do Sistema Solar.

Beta Pictoris b orbita a estrela jovem Beta Pictoris, que também integra um sistema com um grande disco de poeira e detritos. O planeta tem várias vezes a massa de Júpiter, está relativamente distante de sua estrela e já havia sido observado por imagem direta.

As observações registraram rajadas rápidas e recorrentes, fortemente polarizadas, além de emissão persistente em frequências entre 0,85 e 3,5 GHz. Os pesquisadores relacionaram o padrão ao maser ciclotrônico de elétrons, mecanismo ligado a emissões aurorais em objetos magnetizados.

A localização da emissão no próprio Beta Pictoris b foi decisiva. Em tentativas anteriores, sinais identificados em outros sistemas não haviam sido separados de forma convincente da atividade magnética das estrelas. A resolução e a sensibilidade de instrumentos modernos ajudaram a distinguir as fontes.

O que as emissões revelam

A frequência máxima observada depende da intensidade do campo magnético na região que produz as ondas. Com base nos dados, os autores estimaram um campo de pelo menos 1,25 quilogauss em Beta Pictoris b. Segundo o estudo, essa seria a primeira medição direta desse tipo feita para um exoplaneta.

O fenômeno não indica uma transmissão artificial. A interpretação dos pesquisadores é que as ondas resultam de um processo natural associado ao campo magnético do planeta, de forma semelhante às emissões de rádio produzidas por auroras em planetas do Sistema Solar. Júpiter também é uma fonte natural de ondas de rádio, geradas pela interação entre partículas carregadas e seu campo magnético.

Campos magnéticos podem fornecer informações sobre o interior de um planeta, sua magnetosfera e a interação com partículas carregadas e com o vento produzido pela estrela. Eles também podem influenciar a perda de atmosfera e ajudar no estudo da evolução de planetas jovens.

O trabalho foi divulgado inicialmente como preprint em setembro de 2026 e ainda precisa passar pela revisão formal de outros especialistas. Novas observações deverão avaliar a variabilidade das rajadas e verificar se a interpretação magnética permanece consistente com mais dados.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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