Manaus, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Cabo de aparelho se rompe e expõe dever de manutenção em academias

Falhas na conservação de equipamentos podem gerar responsabilidade por lesões, despesas médicas e afastamento profissional do aluno.

A falta de manutenção em aparelhos de academia pode causar acidentes quando cabos de aço desgastados se rompem durante o exercício. Nesses casos, o estabelecimento pode ser responsabilizado pelos danos físicos e pelos custos decorrentes da lesão.

Dever de inspeção e responsabilidade

As academias devem inspecionar periodicamente as máquinas para preservar a integridade dos frequentadores. Equipamentos com sinais de ferrugem ou cabos rompidos não devem continuar disponíveis para uso, pois a manutenção adiada aumenta o risco de falhas mecânicas.

O Código de Defesa do Consumidor prevê que os prestadores respondem independentemente de culpa por defeitos na prestação do serviço. Assim, o aluno ferido não precisa comprovar dolo para pedir reparação pelos prejuízos provocados pelo acidente. Ao oferecer máquinas e pesos livres para uso diário, a empresa assume os riscos relacionados à atividade comercial.

O Tribunal paulista condena academias ao pagamento de indenizações por danos morais em casos de falhas mecânicas e lesões corporais, conforme o texto-fonte.

Despesas que podem ser cobradas

Em situações como fraturas ou rompimentos ligamentares, os gastos relacionados ao acidente podem entrar no cálculo da indenização. A lista inclui consultas ortopédicas, exames de imagem, medicamentos e sessões de fisioterapia, além de despesas hospitalares e farmacêuticas.

O afastamento temporário das atividades profissionais também pode gerar direito a lucros cessantes. Nesse caso, os valores que deixaram de ser recebidos durante o período indicado no afastamento representam prejuízos materiais.

Como reunir provas

A comprovação da relação entre o rompimento do cabo e a lesão é necessária para fundamentar o pedido. Prontuários médicos e laudos ortopédicos ajudam a demonstrar o dano sofrido. Fotografias feitas logo após o acidente, mostrando o equipamento danificado, e depoimentos de testemunhas podem reforçar a comprovação da falha.

Entre os documentos indicados estão registros fotográficos do aparelho, prontuários médicos, laudos, receitas de farmácia, comprovantes de afastamento profissional e notas das despesas.

Para reduzir o risco de acidentes e de processos, os gestores devem manter um cronograma de manutenção preventiva e realizar vistorias diárias com profissionais capacitados. Aparelhos defeituosos precisam ser retirados do acesso dos frequentadores até que estejam em condições de uso.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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