Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Caiado defende investigação sobre suposta propina ligada a campanhas de 2022

Ronaldo Caiado afirmou que PF e Supremo devem apurar acusações feitas por Daniel Vorcaro contra Gilberto Kassab, Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

Caiado diz defender investigação para apurar suposta propina de Vorcaro articulada por Kassab
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

Ronaldo Caiado defendeu nesta sexta-feira (4) a abertura de investigações sobre a suposta entrega de propina por Daniel Vorcaro, do Banco Master, às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022. Segundo o relato atribuído ao ex-banqueiro, o pagamento teria sido articulado por Gilberto Kassab, vice de chapa de Caiado.

Durante sabatina em São Paulo, o candidato à Presidência pelo PSD foi questionado se Kassab continuaria na chapa caso a Polícia Federal abrisse um inquérito. Caiado respondeu que “tem que abrir todas as informações” e afirmou que Kassab e Tarcísio já negaram as acusações.

“Que abra tudo. Que não fique dentro de uma posição. Que a Polícia Federal e também o Supremo identifiquem se houve alguma coisa ou não”, disse Caiado.

Vorcaro declarou às autoridades que os R$ 5 milhões destinados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio em 2022 seriam pagamento de propina. O relato aparece em três propostas de delação apresentadas por Vorcaro, recusadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República por não trazerem fatos inéditos. Ele também não teria apresentado provas para comprovar as acusações.

O ex-banqueiro mencionou ainda um suposto caixa dois de R$ 10 milhões para o PSD. Kassab nega as acusações, afirma que os relatos “não têm qualquer sustentação factual” e diz não ter relação com Vorcaro.

Na sabatina, Caiado negou ter beneficiado o Banco Master durante seu governo em Goiás por meio de um projeto de lei que ampliou o crédito consignado. De acordo com ele, a medida alcançou todas as empresas que podiam oferecer crédito no estado, incluindo o Master.

Sobre o Supremo Tribunal Federal, Caiado defendeu mudanças nas regras para ministros, como idade mínima de 60 anos, quarentena de quatro anos antes do retorno à profissão e prazo de oito anos para a entrada do magistrado na política. Ele também voltou a defender a quebra do sigilo dos processos do Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Na economia, propôs cortar “100% das emendas impositivas”, auditar o dinheiro público e revisar quase R$ 600 bilhões em incentivos e isenções fiscais. Na segurança, reafirmou ser contra o uso de câmeras por policiais.

O Datafolha divulgado nesta quinta-feira (3) registrou Caiado com 4% das intenções de voto. Augusto Cury, do Avante, passou de 2% para 8% e ficou em terceiro lugar. O goiano também foi cobrado a ampliar o foco nacional de sua campanha, concentrada em sua atuação em Goiás.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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