Ronaldo Caiado protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para retirar o sigilo de investigações relacionadas ao Banco Master, a fraudes no INSS e a outros casos envolvendo agentes públicos. A campanha do presidenciável do PSD afirma que a divulgação das informações é necessária para que os eleitores avaliem os fatos antes das eleições de 2026.
A defesa argumenta que o sigilo impede o acesso do público a apurações com possível impacto eleitoral. No documento, Caiado sustenta que o eleitor não deve votar sem conhecer o que já foi investigado pela Polícia Federal e afirma que a falta de informação pode ser tão prejudicial quanto a desinformação.
Disputa no Supremo
O pedido foi apresentado no mesmo dia em que Edson Fachin, presidente do STF, adotou medidas para concentrar decisões sobre o caso Banco Master e a atuação da Polícia Federal. Até a última atualização, não havia decisão sobre a solicitação de Caiado.
A crise no tribunal envolve divergências entre ministros sobre a condução das investigações. O caso ganhou força após a divulgação de informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, com menções a Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues.
André Mendonça retirou o sigilo de um procedimento que reunia mensagens atribuídas a Vorcaro. Depois, Moraes pediu a abertura de uma investigação sobre a atuação de Mendonça no caso.
Na sequência, Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal. Flávio Dino reverteu a decisão e reintegrou os dois aos cargos. Fachin suspendeu as duas decisões para evitar conflitos processuais e levou a discussão ao plenário do STF.
O presidente do tribunal convocou uma sessão para a próxima semana. Os ministros deverão discutir a validade de um relatório da Polícia Federal ligado ao caso. Fachin também analisará, em procedimento específico, a permanência de Andrei Rodrigues no cargo.








