Algumas escolhas de cor começam a perder espaço nos banheiros em 2026, especialmente quando aparecem em grandes superfícies ou sem contraste. A tendência indicada por designers valoriza tons mais quentes, profundos e relacionados a materiais naturais, como madeira e pedras.
O banheiro totalmente branco é um dos casos. A cor continua versátil, mas a repetição do mesmo tom em paredes, piso, móveis e acessórios pode deixar o ambiente frio e sem variação. A composição pode ganhar contraste com preto fosco, madeira, creme ou camel, mantendo a base clara sem concentrar toda a informação visual no branco.
Seis cores que passam por revisão
O rosa chiclete, associado à estética retrô e ao millennial pink, pode tornar o espaço excessivamente temático quando usado em áreas amplas. O arquiteto Hormuz Batliboi sugere mostarda, ocre e amarelo para acrescentar calor sem produzir uma aparência infantilizada. Versões suaves e menos saturadas do rosa ainda podem aparecer em detalhes, tecidos e acessórios.
O verde-água também é apontado como uma escolha que pode reduzir a profundidade do projeto. A arquiteta Laura Marion afirma que determinadas tonalidades parecem apagadas e podem mudar a percepção das demais cores do ambiente. Para manter a combinação de verde e azul com mais intensidade, o verde-esmeralda pode ser usado com pedras brancas ou cinzas e louças tradicionais.
Entre as outras cores que passam a ser menos priorizadas estão azul-marinho, bordô e verde-oliva. O azul-marinho pode parecer previsível quando usado em excesso; o bordô tende a pesar em ambientes pequenos; e o verde-oliva pode deixar algumas composições mais fechadas.
As alternativas citadas são azul-petróleo profundo, terracota e verde-sálvia. Essas cores preservam a personalidade de tons intensos e podem se relacionar de outra forma com neutros, madeira e texturas naturais. A escolha, porém, deve considerar a decoração do restante da casa e a preferência de quem usa o banheiro.







