Os azulejos continuam funcionais e fáceis de limpar, mas deixaram de ser a única opção para revestir cozinhas. Em 2026, projetos europeus passaram a valorizar superfícies contínuas, com menos juntas e aparência integrada ao restante da casa.
A mudança não aponta para um único material. O conceito principal é substituir paredes formadas por pequenas peças e muitas linhas de rejunte por planos amplos, com poucas interrupções. Entre as alternativas estão microcimento, porcelanato de grande formato, pedra sinterizada e acabamentos minerais.
Materiais e continuidade visual
O microcimento cria uma superfície quase sem emendas e pode receber diferentes tons e texturas. O mesmo acabamento também pode ser aplicado em áreas distintas da cozinha, aproximando visualmente parede, bancada e elementos arquitetônicos. Para isso, o sistema precisa ser adequado à umidade, ao calor e à limpeza frequente.
O porcelanato de grande formato é uma opção para quem busca uma superfície com características mais tradicionais, mas quer reduzir a quantidade de rejunte aparente. Há versões que reproduzem pedra, concreto e outros materiais, criando a aparência de uma grande placa de mármore ou cimento, com as condições de manutenção próprias do porcelanato.
Outra solução é prolongar o material da bancada pela parede, em vez de usar um revestimento diferente na área atrás da pia e do fogão. Pedras sinterizadas, porcelanatos e superfícies minerais em grandes peças podem formar um plano contínuo. Em cozinhas pequenas, a proposta reduz linhas e contrastes visuais.
Também aparecem com mais força mármore, travertino, revestimentos com aparência de pedra, estucos minerais e acabamentos à base de cal. A paleta citada inclui areia, argila, greige, pedra, verde-oliva, bege e tons crus, com a intenção de integrar a cozinha aos demais ambientes.
Cuidados com madeira e manutenção
A madeira e os painéis amadeirados podem ser usados em áreas menos expostas. Atrás do fogão ou da pia, porém, são necessários materiais e acabamentos apropriados para lidar com calor, gordura e água. As zonas molhadas e próximas ao cozimento precisam de superfícies resistentes, laváveis e compatíveis com as condições de uso.
Grandes placas e revestimentos contínuos podem facilitar a limpeza cotidiana por terem menos juntas para o acúmulo de gordura e sujeira. Ainda assim, cada material exige cuidados específicos. O microcimento precisa de aplicação e selagem corretas, a pedra natural pode exigir proteção adicional e o porcelanato de grande formato requer instalação precisa.
A tendência não significa o fim dos azulejos. Eles continuam baratos, resistentes e disponíveis em diversos formatos e estilos. A mudança está na preferência por planos amplos, texturas naturais e continuidade entre bancada, parede e mobiliário. Com isso, os azulejos deixam de ser a escolha automática, mas permanecem entre as opções para cozinhas.







