MANAUS — O senador Plínio Valério (PSDB), candidato à reeleição, questionou o ex-governador Wilson Lima (União Brasil) sobre a compra de respiradores durante debate eleitoral no Amazonas. O parlamentar relacionou o episódio à intenção de Wilson de exercer um mandato de fiscalização no Senado.
A aquisição dos equipamentos é investigada na Operação Sangria. Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça recebeu uma denúncia do Ministério Público Federal contra Wilson Lima por suspeitas ligadas à compra de 28 respiradores.
Entre os crimes apontados pelo MPF estão dispensa irregular de licitação, fraude em procedimento licitatório, peculato, liderança em organização criminosa e embaraço às investigações. Conforme o STJ, a denúncia também indicou suspeitas de irregularidades na contratação e prejuízo superior a R$ 2 milhões aos cofres públicos.
Resposta de Wilson Lima
A controvérsia voltou à campanha em 2026. Em agosto, Wilson divulgou um vídeo para rejeitar a afirmação de que os equipamentos haviam sido comprados de uma loja de vinhos. Na gravação, o ex-governador sustentou que a aquisição foi feita por uma empresa autorizada a vender produtos médico-hospitalares.
Wilson nega as acusações. Ele também declarou que a compra ocorreu em um cenário de escassez mundial de equipamentos médicos e que os respiradores foram obtidos de uma importadora autorizada.
Durante o debate, Plínio usou o caso para cobrar coerência entre a atuação que Wilson diz que terá no Congresso e os questionamentos relacionados à sua gestão no Governo do Amazonas. A discussão envolveu ainda a fiscalização de recursos públicos e dos atos do Executivo.
O episódio levou ao confronto eleitoral a investigação sobre a compra e o papel que os candidatos ao Senado afirmam que pretendem desempenhar em Brasília.








