Despejar óleo e gordura no ralo da pia pode reduzir o espaço interno das tubulações e comprometer o fluxo de água. O resíduo adere às paredes dos canos, forma camadas espessas e facilita o acúmulo de outros materiais sólidos levados pela rede doméstica.
O óleo não se dissolve facilmente no sistema de esgoto. Com o tempo, os depósitos podem ficar compactos e exigir intervenções mecânicas ou serviços especializados de desentupimento.
Detergente e água quente não eliminam o risco
A combinação de detergente e água quente não remove a gordura da tubulação. O detergente dispersa as partículas temporariamente, enquanto o calor transporta o material para trechos mais distantes dos canos.
Ao alcançar áreas mais frias, o líquido perde temperatura e os óleos podem se solidificar. O resultado são blocos rígidos, conhecidos popularmente como pedras de gordura, capazes de bloquear o fluxo de líquidos.
Os problemas também podem afetar a caixa de gordura. Quando o compartimento transborda, o mau cheiro invade o ambiente e pode atrair insetos. Em casos de acúmulo na canalização, a manutenção pode exigir a quebra de pisos ou paredes para a substituição de partes dos canos.
Como descartar o óleo usado
Antes de lavar panelas e pratos, o excesso de óleo deve ser retirado com papel-toalha ou papel absorvente. O resíduo líquido precisa ser armazenado, depois de completamente frio, em garrafas plásticas ou outros recipientes plásticos com tampas bem vedadas.
Quando o recipiente estiver cheio, o material deve ser levado a pontos de coleta especializados, postos de coleta voluntária ou cooperativas locais. Essas entidades podem transformar o óleo usado em produtos como sabão ecológico ou biodiesel.
O canal Unesp Oficial, no YouTube, também apresenta informações sobre os riscos do descarte incorreto da gordura.







