A recomendação britânica é descongelar a carne dentro da geladeira, em vez de deixá-la sobre a bancada ou na pia. A refrigeração controlada faz com que a mudança de temperatura ocorra de forma lenta e reduz as condições favoráveis à proliferação de microrganismos na superfície do alimento.
Quando a peça fica exposta ao calor do ambiente, a camada externa aquece enquanto o interior permanece congelado. Essa diferença de temperatura pode favorecer a contaminação bacteriana e comprometer a qualidade nutricional da carne. O texto também alerta que algumas toxinas resistem ao cozimento tradicional na panela e podem provocar intoxicação alimentar com sintomas gastrointestinais.
Alternativas para acelerar o processo
A carne pode ser colocada em um recipiente hermético com água fria para acelerar o descongelamento sem submetê-la ao calor. O líquido deve ser trocado periodicamente, para preservar a baixa temperatura. A água morna não deve ser usada, porque o aquecimento da superfície estimula a ação de microrganismos.
Outra opção é o micro-ondas. Nesse caso, a carne precisa ser cozida imediatamente depois do ciclo. O alimento deve ser colocado em recipientes de vidro ou cerâmica próprios para aquecimento, e plásticos que não sejam indicados para micro-ondas devem ser retirados.
Planejamento do preparo
Organizar as refeições com antecedência permite transferir cada peça do congelador para a geladeira no momento adequado. A medida evita a pressa e ajuda a manter o alimento sob refrigeração durante o descongelamento.
Os cuidados também incluem impedir que a carne permaneça por horas em temperatura ambiente. O canal Food Standards Scotland, no YouTube, apresenta conteúdo sobre o tema. A recomendação é adotar métodos que mantenham a temperatura baixa até o preparo e seguir o cozimento imediatamente quando o descongelamento for feito no micro-ondas.







