O lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), em Copacabana, no Rio de Janeiro, reuniu somente 8,9 mil pessoas, conforme levantamento da Universidade de São Paulo (USP).
Esse foi o menor público entre os eventos realizados no mesmo local e registrados pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap. A quantidade vem diminuindo desde 2022, quando o ato teve 64 mil pessoas. Em 2024, foram 23 mil; em 2025, 18,3 mil.
Mesmo considerando a margem de erro, o número máximo de pessoas presentes ao lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro não chega a 10 mil.
O ato de Luiz Inácio Lula da Silva, realizado em São Bernardo do Campo (SP), por sua vez, superou a meta de 20 mil pessoas. As arquibancadas do Estádio 1º de Maio comportam sozinhas 12,5 mil pessoas. Além disso, milhares estavam no gramado.
Na primeira semana, Flávio Bolsonaro também enfrentou dificuldades nos demais atos de campanha. A motociata prevista para 9h30 de segunda-feira (17), em Juiz de Fora (MG), foi cancelada por causa das condições meteorológicas, que provocaram o fechamento do aeroporto. A unidade voltou a funcionar às 10h30.
Na noite de segunda-feira, Flávio foi a Belo Horizonte para o lançamento da candidatura de Flávio Roscoe (PL-MG) ao governo de Minas Gerais.
O evento estava esvaziado novamente. O público se concentrava apenas nos metros mais próximos do palco, enquanto toda a arquibancada permanecia fechada por faixas verdes.
Flávio Roscoe afirmou que a ausência de lotação ocorreu por decisão da organização, que não divulgou o evento. Para Roscoe, divulgar mais amplamente a agenda de Flávio Bolsonaro em Belo Horizonte provocaria “invasões” de apoiadores.







