Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Na Feira de Vera Cruz, debate aborda limites da inteligência artificial

Ricardo Düren afirmou que a tecnologia pode apoiar revisão e síntese, mas não substitui a sensibilidade humana nem o trabalho de escritores.

Na Feira de Vera Cruz, debate aborda limites da inteligência artificial

A inteligência artificial pode auxiliar tarefas como revisão e síntese, mas não substitui o trabalho humano, afirmou o escritor, jornalista e professor Ricardo Düren durante uma roda de conversa na Feira do Livro de Vera Cruz. A discussão ocorreu no sábado, 5, no Parque da Feira da Produção, com participação de Mauro Ulrich, Cassionei Niches Petry, José Renato Ribeiro, Marli Silveira e Heloísa Poll.

Patrono do evento, Düren disse não utilizar ferramentas de inteligência artificial para escrever seus livros. Ele rejeitou tanto a demonização da tecnologia quanto a possibilidade de que ela substitua a criação humana. Na avaliação do escritor, recursos como ironia, poesia e determinados sentimentos dependem da sensibilidade das pessoas. “Ela é um auxílio que vem e ajuda, mas não substitui o ser humano”, resumiu.

A conversa também tratou da relação entre literatura, jornalismo e pesquisa de histórias reais. O jornalismo apareceu na trajetória de Düren como uma forma de aproximar o desejo de ser escritor da necessidade de construir uma profissão. A rotina e a tarefa de contar histórias passaram a ocupar espaço central em sua vida, enquanto a apuração de fatos reais alimentou sua produção literária.

Entre as obras associadas a esse percurso estão Crônica Policial, Caso Kliemann e Menino Diabo. O trabalho mais recente é uma pesquisa histórica sobre um personagem ligado à Revolução Farroupilha e às lendas de um tesouro escondido em Rio Pardo. Durante a investigação, Düren também encontrou relatos de pessoas pouco conhecidas relacionadas à imigração germânica e à formação do Vale do Sinos.

Leitura desde a infância

O interesse pelos livros começou quando Düren estudava na escola Willy Carlos Fröhlich, o Polivalente, em Santa Cruz do Sul. O professor Luiz Carlos Düren, seu pai, o levava à biblioteca e estimulava a aproximação com a leitura. Os primeiros livros que despertaram sua curiosidade foram histórias de faroeste e de guerra, antes dos clássicos indicados pela escola. “Quando a gente se torna um leitor voraz, bate uma dor de cotovelo em relação ao escritor e a gente quer ser igual”, contou.

Como patrono, ele também defendeu ações para aproximar crianças e jovens dos livros em meio ao consumo de vídeos e redes sociais. “Se a gente conseguir convencer uma criança, duas ou três, a se tornar um grande leitor, vai ter valido a pena”, afirmou.

A programação da feira, realizada de quinta a domingo, reuniu mais de 3 mil livros, apresentações de teatro, shows musicais, feira de artesanato e exposição de carros antigos.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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