Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Flávio Bolsonaro é alvo de representação por ato em templo evangélico

Movimento Brasil Laico pede inelegibilidade do senador e do pastor José Wellington Bezerra da Costa por oito anos.

Flávio Bolsonaro é denunciado por propaganda eleitoral antecipada em igreja evangélica
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) foi denunciado pelo Movimento Brasil Laico por propaganda eleitoral antecipada em uma igreja evangélica. A representação foi apresentada nesta terça-feira (7) à Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo e também cita o pastor José Wellington Bezerra da Costa e a Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB).

O caso envolve a participação de Flávio, na segunda-feira (6), em um evento na Assembleia de Deus – Ministério do Belém, em São Paulo. O senador publicou nas redes sociais um vídeo no qual aparece ajoelhado e recebendo uma oração do bispo José Wellington diante de ao menos 40 pastores. Depois, discursou no palco da igreja.

Durante a oração, o pastor fez referência ao futuro político do senador: “Que o Senhor o leve para ser presidente da nossa nação. Que ele tenha graça e nasça do céu”. Para o Movimento Brasil Laico, o uso do altar e do microfone por um pré-candidato caracteriza propaganda eleitoral antecipada e viola a regra que proíbe propaganda em templos, considerados bens de uso comum.

A entidade afirma ainda que a participação configura doação estimável em dinheiro por uma organização religiosa, conduta proibida pela Lei das Eleições. Na representação, o movimento descreve o episódio como uso do púlpito para fins eleitorais e sustenta que a materialidade da infração está comprovada.

Pedido de inelegibilidade

O Movimento Brasil Laico pede que Flávio Bolsonaro e José Wellington Bezerra da Costa sejam declarados inelegíveis por oito anos. A solicitação também inclui a aplicação da multa máxima à CGADB e ao pré-candidato.

A associação afirma que o episódio faz parte de um padrão de uso político de templos evangélicos. Como exemplo, cita uma denúncia anterior apresentada contra a Assembleia de Deus Brás e o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE).

As ações integram a campanha “eleições laicas”, criada pela Resolução 02/2026, de 22 de março de 2026, da Diretoria Executiva do Movimento Brasil Laico. A entidade defende a fiscalização e a denúncia de propaganda eleitoral em templos religiosos.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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