Augusto Cury (Avante) criticou a experiência empresarial de Flávio Bolsonaro (PL), mas afirmou que espera contar com o apoio do senador caso os dois cheguem ao segundo turno. O escritor disse que sua trajetória como empreendedor é diferente da do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Cury citou investimentos em indústria de biotecnologia, empresas de energia renovável e terras raras. Sobre Flávio Bolsonaro, afirmou que a atuação empresarial do senador está relacionada à criação de uma empresa de chocolate. Na avaliação do candidato, isso não o caracteriza como capitalista da mesma forma que sua própria experiência.
“Ele vai ter que me apoiar, porque provavelmente nós vamos para o segundo turno”, disse Cury.
O escritor não informou quem apoiaria caso não avançasse na disputa. Também declarou que gostaria de enfrentar Luiz Inácio Lula da Silva, o atual presidente, na segunda etapa. Cury associou a gestão de Lula a números que, segundo ele, precisam ser questionados.
Relação com os Estados Unidos
Ao comentar Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, Cury elogiou a inteligência e a trajetória empresarial do líder norte-americano, mas o classificou como impulsivo. Para o escritor, essa característica levou Trump a prejudicar o Brasil com tarifas elevadas sobre exportações brasileiras.
Cury defendeu uma relação de colaboração entre Brasil e Estados Unidos. Ao mesmo tempo, afirmou que o país não deve aceitar uma posição de subordinação nem intervenções estrangeiras em seu território.
O candidato também mencionou a possibilidade de parceria com o FBI, mas rejeitou uma intervenção norte-americana no Brasil. “Nós somos um país soberano”, concluiu.







