Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Quando o gato mastiga tecido, o risco está na ingestão

Sujar ou engolir cobertores, roupas e fios são comportamentos diferentes; a ingestão pode causar obstrução intestinal e exige atenção.

Sujar um cobertor ou uma manta pode ser um comportamento de conforto, mas engolir tecido, fios ou outros objetos traz risco de obstrução intestinal. A diferença entre apenas sugar e ingerir o material deve orientar a observação do tutor e a busca por atendimento veterinário.

Filhotes exploram objetos com a boca. Alguns gatos adultos também sugam lã ou mantas enquanto amassam o tecido com as patas, em um ritual associado à autorregulação. Quando o animal não destrói o material e mantém a rotina normal, a situação tende a ser menos preocupante, mas fibras soltas ainda podem ser engolidas.

A ingestão persistente de itens sem valor alimentar, como tecido, plástico, borracha ou papel, é chamada de pica. O comportamento pode ter componentes comportamentais, mas também estar relacionado a doença gastrointestinal, anemia, alterações nutricionais ou outros problemas médicos. O veterinário pode avaliar o histórico, a dieta, o exame físico e a necessidade de testes.

A causa nem sempre é identificada. Desmame precoce, falta de estímulo, estresse e reforço acidental estão entre as hipóteses. Há maior frequência de sucção ou ingestão de lã em gatos siameses, birmaneses e de linhagens orientais. Essa predisposição não significa que todos os animais dessas raças terão o comportamento, e gatos sem pedigree também podem apresentar o problema.

Sinais de risco e cuidados imediatos

O tutor deve observar se o gato apenas suga ou engole partes do objeto, quais materiais procura, em que horários isso ocorre e se houve mudanças na casa, na rotina, na alimentação ou na convivência. Vômitos, perda de apetite, emagrecimento, dor, apatia, esforço para evacuar ou ausência de fezes exigem atendimento rápido.

Pedaços de pano podem ficar presos no estômago ou no intestino. Linhas, fitas e barbantes são especialmente perigosos: uma ponta pode se prender sob a língua ou no estômago enquanto o restante avança e lesiona o intestino. Se uma linha aparecer na boca ou no ânus, não puxe. Também não provoque vômito nem espere o material sair diante de sintomas.

Cabos elétricos mordidos exigem que a energia seja desligada antes de afastar o gato. Queimadura na boca, dificuldade para respirar, fraqueza ou desmaio são sinais para procurar atendimento de urgência.

Como reduzir o acesso aos objetos

Roupas, mantas soltas, elásticos, sacolas e materiais de costura devem ficar em armários fechados. Cabos precisam de organizadores resistentes, e brinquedos desfiados devem ser descartados. Sprays amargos só devem ser próprios para animais e usados conforme o rótulo. Punir o gato pode aumentar o estresse e não ensina uma alternativa segura.

Brincadeiras curtas de caça, comedouros interativos, arranhadores, locais altos e rotina previsível ajudam quando há componente comportamental. Brinquedos apropriados para morder devem ser oferecidos sob supervisão e alternados. Se o hábito persistir, veterinário e profissional de comportamento podem definir um plano que também investigue causas clínicas.

Sucção ocasional de uma manta íntegra pode ser monitorada. Já tecido rasgado, fios ausentes ou tentativas repetidas de engolir objetos pedem avaliação. Fotografar os danos e registrar quando ocorrem ajuda a estimar a quantidade ingerida e a identificar possíveis gatilhos. O canal Naturally Cats diferencia comportamentos de higiene excessiva e pica e aborda os riscos da ingestão.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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