A aplicação de uma graxa muito pegajosa no trilho do portão pode piorar o funcionamento em vez de deixar o movimento mais leve. Em áreas externas, o produto retém poeira, areia e partículas trazidas pelo vento. Com o uso repetido, essa mistura pode se tornar abrasiva, aumentar o atrito e acelerar o desgaste das peças que passam pelo trilho.
A graxa é feita para permanecer aderida a determinadas peças e, quando usada no local adequado, ajuda a separar superfícies móveis. O problema ocorre em uma superfície exposta, onde os contaminantes grudam no material e são carregados pelo caminho. Durante a movimentação, areia e poeira podem ficar entre as superfícies de contato.
A Purdue University alerta que o excesso de graxa pode favorecer o acúmulo de sujeira. A presença de contaminantes em componentes lubrificados também pode acelerar o desgaste.
Limpeza deve vir antes da lubrificação
Um portão que desliza com resistência, faz ruídos ou se move de forma irregular pode ter o trilho obstruído por pedrinhas, folhas, barro e areia. Quando esses resíduos ficam presos em uma camada viscosa, a remoção se torna mais difícil. A exposição à chuva, ao vento e às partículas trazidas da rua aumenta a importância da limpeza em trilhos externos.
Antes de aplicar qualquer produto, é preciso retirar areia, folhas, pequenas pedras e restos de barro. Escova, vassoura pequena ou aspirador podem ajudar, e um pano pode ser usado para concluir a limpeza de acordo com o material do trilho. O portão deve estar parado. Em equipamentos automatizados, é necessário seguir as orientações de segurança do fabricante.
Nem todo trilho precisa receber graxa. Em muitos sistemas, a orientação é manter limpa a superfície de passagem e lubrificar apenas as peças indicadas pelo fabricante. Quando houver recomendação de produto, ele deve ser compatível com o mecanismo e aplicado em quantidade controlada, sem formar uma película muito pegajosa exposta à sujeira.
Quando investigar defeitos mecânicos
Se o portão continuar pesado depois da limpeza, aplicar mais lubrificante pode apenas disfarçar o problema. Roldanas desgastadas, desalinhamento, trilho deformado, rolamentos comprometidos e falhas no automatizador podem causar sintomas semelhantes aos da falta de lubrificação.
Se o trilho estiver limpo e o portão continuar travando, fazendo estalos ou exigindo força incomum, é necessário interromper as tentativas improvisadas e avaliar o conjunto. A manutenção deve começar pela inspeção, com lubrificação somente nos pontos e componentes para os quais o fabricante prevê esse procedimento.







